Os Limites de um Governo Propaganda

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Carta de Formula√ß√£o e Mobiliza√ß√£o Pol√≠tica, N¬ļ 854. A realidade tem se ocupado de desmentir as barbaridades que os petistas dizem ou fazem. As respostas nem demoram mais a vir. S√£o os limites de um governo moldado no marketing e na farsa se impondo. Num governo em que a presidente √© tutelada desde o primeiro dia e o mais poderoso ministro √© o da propaganda, n√£o poderia ser diferente. Acontece tanto na pol√≠tica, quanto na economia ou em iniciativas sempre transformadas em eventos eleitoreiros. A realidade tem se ocupado de desmentir as barbaridades que os petistas dizem ou fazem. As respostas nem demoram mais a vir. S√£o os limites de um governo moldado no marketing e na farsa se impondo. Acontece tanto na pol√≠tica, quanto na economia ou em iniciativas que deveriam ser meramente administrativas, mas costumam ser sempre eleitoreiras. O julgamento do mensal√£o, por exemplo, resultou na condena√ß√£o e na deten√ß√£o de r√©us que foram transformados, pela narrativa petista, em ‚Äúpresos pol√≠ticos‚ÄĚ. A cinematogr√°fica fuga e a pris√£o de Henrique Pizzolato, ocorrida ontem na It√°lia, mostram, mais uma vez, que n√£o se trata de nada disso: s√£o meros petistas presidi√°rios. Um bando deles. Pizzolato √© uma s√≠ntese perfeita do arrivismo e do oportunismo que acompanha petistas que ascenderam ao poder. No comando de uma das mais ricas diretorias do maior banco do Brasil, amealhou fortuna digna de nota. Descrito como ‚Äúmeticuloso, disciplinado e excelente estrategista‚ÄĚ, tinha 11 im√≥veis em julho de 2005, √©poca em que veio √† tona que recebera R$ 326 mil do esquema do mensal√£o. Sua estrat√©gia para fugir do acerto de contas com a Justi√ßa brasileira √© antiga. Come√ßou a ser tra√ßada oito anos atr√°s, como mostrou o Correio Braziliense no domingo. Neste √≠nterim, o ex-diretor do Banco do Brasil desfez-se de parte dos bens e divorciou-se da mesma mulher com quem vive at√© hoje para tentar livrar seu patrim√īnio do arresto. Ainda assim, mant√©m at√© hoje fortuna avaliada em R$ 6 milh√Ķes e aposentadoria de R$ 20 mil. Sobre Pizzolato, a maior d√ļvida agora √© se ele ser√° merecedor da solidariedade e dos punhos cerrados de gente como o deputado Andr√© Vargas ou se ser√° aquinhoado com a vaquinha amiga de companheiros para pagar as multas do mensal√£o ‚Äď cuja origem sabe-se l√° qual √©… Ou, quem sabe, Pizzolato merecer√° um almo√ßo como o que mereceu Jo√£o Paulo Cunha, o mais novo presidi√°rio petista da Papuda? Assim como implodiu a narrativa petista sobre os mensaleiros, a dura realidade tamb√©m cuidou de mostrar a indignidade que acompanha o tratamento dispensado a cubanos arregimentados pelo Mais M√©dicos. E logo um dia depois de a presidente-candidata Dilma Rousseff e o ministro-candidato Alexandre Padilha brandirem o programa como bandeira eleitoral num ato que deveria ser administrativo. Ao deixar o posto que ocupava no Par√°, a m√©dica cubana Ramona Rodriguez exp√īs as condi√ß√Ķes degradantes impostas aos profissionais recrutados pelo governo petista junto √† ditadura dos irm√£os Castro. Ela recebia apenas US$ 400 dos alardeados R$ 10 mil que a gest√£o Dilma diz oferecer como bolsa. Al√©m disso, foi recrutada por uma S.A. cubana e n√£o pela Opas (Organiza√ß√£o Pan-Americana de Sa√ļde), como divulgara o governo. Tamb√©m na economia, a chata realidade teima em desmentir o trolol√≥ petista. No mesmo dia em que Dilma comandava uma opera√ß√£o-abafa no Planalto para negar a amea√ßa de racionamento e seu ministro de Minas e Energia afirmava que o risco de apag√Ķes era ‚Äúzero‚ÄĚ, 13 estados do pa√≠s ficaram quase duas horas √†s escuras. O sistema el√©trico brasileiro est√° hoje no fio da navalha, operando sem sobra de energia, com os mais altos custos da hist√≥ria, com empresas em processo falimentar e o Tesouro vergado por subs√≠dios bilion√°rios decorrentes da redu√ß√£o truculenta das tarifas. √Č a realidade mostrando que, na marra, as coisas n√£o se resolvem. S√≥ pioram. Para completar, logo ap√≥s Dilma apresentar em Davos e enviar ao Congresso uma mensagem sobre a situa√ß√£o da economia brasileira que mais parece um conto de fadas su√≠√ßo, o Minist√©rio da Fazenda se v√™ obrigado a escalar gente talhada para conquistar a confian√ßa do mercado e dos analistas, que s√≥ conseguem ver um futuro para o pa√≠s: o fundo do po√ßo. Se est√° tudo t√£o bem, por que Guido Mantega teve que mexer na primeiro escal√£o da equipe dele? Houvesse consist√™ncia em suas a√ß√Ķes e palavras, os atos do governo e dos petistas n√£o estariam esboroando como castelos de areia na beira da praia. Nem √© a oposi√ß√£o que os derrota; √© a mera realidade dos fatos. Num governo em que a presidente √© tutelada desde o primeiro dia e o mais poderoso ministro √© o da propaganda, n√£o poderia ser diferente.

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