Mais um Prego no Caix√£o

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Indicador de atividade do BC confirma que o quadro da economia brasileira segue grave no quarto trimestre. Sinal dramático da crise, desemprego também é o maior da nossa história

A primeira pr√©via de que a economia brasileira continua derretendo, como se temia, foi confirmada nesta manh√£ pelo Banco Central. A atividade voltou a cair em outubro, pelo quarto m√™s seguido. A recess√£o provocada pela irresponsabilidade e incompet√™ncia petistas caminha a passos largos para completar seu terceiro anivers√°rio, a mais longa e profunda da nossa hist√≥ria, o que s√≥ refor√ßa a urg√™ncia e a necessidade de medidas macro e microecon√īmicas para se reverter essa trajet√≥ria o mais r√°pido poss√≠vel.

Segundo o √ćndice de Atividade Econ√īmica do BC (IBC-Br), a economia nacional recuou 0,48% em outubro, inaugurando o √ļltimo trimestre do ano com novas baixas. No acumulado em 12 meses, o PIB brasileiro, segundo este mesmo indicador, diminuiu 5,29%.

O índice do BC é apenas uma aproximação das contas nacionais oficiais, calculadas e divulgadas pelo IBGE. Só em fins de fevereiro ou início de março do ano que vem será possível saber com precisão qual terá sido o tamanho do tombo do PIB brasileiro neste ano, ainda como parte da herança maldita que o Brasil recebeu do PT.

Um resumo parcial da recessão, que já dura dez trimestres, mostra que a soma de bens e serviços produzidos no país já decaiu 8,3% desde o início da crise, em meados de 2014. O ano de 2016 caminha para fechar com recuo próximo de 3,5%, de acordo com as estimativas reunidas pelo BC por meio do Boletim Focus, e que se soma aos 3,8% do tombo anotado em 2015.

Para 2017, o tênue otimismo que existia foi aos poucos sendo substituído por um realismo em estado de atenção. Segundo a mesma fonte de aferição do BC, há oito semanas consecutivas os prognósticos para o próximo ano vêm mergulhando e encontram-se agora em 0,7%, para muitos ainda um cenário considerado benigno, diante do estrago herdado pelo atual governo.

A crise deve ser medida nos seus efeitos mais diretos sobre a vida dos brasileiros. Nesse sentido, √© significativo que a queda da renda per capita –¬†ou seja, a estimativa de toda a riqueza nacional dividida pelo total de habitantes do pa√≠s –¬†j√° supere o tombo da “d√©cada perdida” dos anos 1980 e 1990. Chega a 10,3% desde o segundo trimestre de 2014. Em outras palavras, a Nova Matriz Econ√īmica do PT foi mais destruidora para a renda das fam√≠lias do que o drag√£o da hiperinfla√ß√£o.

Do lado do mercado de trabalho, a crise atual tamb√©m √© a mais feia da hist√≥ria. No in√≠cio desta semana, o¬†Valor Econ√īmico¬†noticiou pesquisa feita por uma dupla de professores da FGV segundo a qual a taxa de desemprego vigente √© a maior no pa√≠s pelo menos desde 1992, ou seja, desde quando h√° estat√≠sticas pass√≠veis de serem comparadas.

Os 11,8% atuais batem as marcas registradas em 1998, 2003 e 2009, anteriormente as datas com maiores patamares aferidos pelo IBGE por meio das pesquisas PME, Pnad e Pnad Cont√≠nua. Os pesquisadores apostam que o √≠ndice ainda vai subir mais at√© chegar em 12,2%. Em abril passado, o¬†Instituto Teot√īnio Vilela¬†j√° havia mostrado que o governo Dilma Rousseff havia feito do Brasil, em 2015, o pa√≠s que mais desempregava em todo o mundo.

Este ac√ļmulo de indicadores negativos apenas salienta o tamanho da destrui√ß√£o de que o Brasil est√° sendo v√≠tima. Colhem-se hoje os efeitos retardados das m√°s pol√≠ticas levadas adiante pelo PT ao longo de 13 anos em que quase nada se reformou e muito se arruinou no pa√≠s. A tarefa da reconstru√ß√£o, v√™-se a cada dia, ser√° √°rdua e exigir√° compromisso total dos que almejam a retomada do crescimento econ√īmico e a recupera√ß√£o do emprego e da renda dos brasileiros.¬†

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