As privatiza√ß√Ķes voltaram

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O programa de concess√Ķes anunciado ontem pelo governo Temer pode ser o in√≠cio da guinada na mar√© baixa em que a economia brasileira est√° encalhada. Pode ser a primeira oportunidade, em anos, de retomar o veio do qual o pa√≠s se afastou desde a ado√ß√£o da bruxaria econ√īmica praticada pelo PT. Oxal√°! As privatiza√ß√Ķes voltaram.

No pacote, est√£o 34 projetos de infraestrutura, que incluem aeroportos, ferrovias, rodovias, portos, minera√ß√£o, petr√≥leo e g√°s, saneamento e energia el√©trica. Imagine quantos empregos poder√£o advir da√≠… Em v√°rios, e fundamentais, aspectos a iniciativa da hora se difere das malfadadas tentativas anteriores patrocinadas por Dilma Rousseff e seus alquimistas da contabilidade criativa e do lucro tabelado.

Em primeiro lugar, h√° agora menos pirotecnia. Nas duas vezes em que a ex-presidente se aventurou na estrada das privatiza√ß√Ķes exagerou na pretens√£o e derrapou na in√©pcia. Em 2012, levou R$ 241 bilh√Ķes ao mercado e viu tr√™s de cada quatro projetos¬†apodrecerem¬†no papel. Voltou de novo √† carga no ano passado com¬†130 projetos, metade deles reciclados. Nada, nadinha, vingou.

Agora, o novo governo sequer se arriscou a estimar uma cifra. Mas deixou claro que n√£o vai repetir erros do passado. Ficaram na poeira igual √† das estradas ainda esburacadas do pa√≠s afora regras que se detinham em fixar lucros e tarifas e esqueciam-se de conversar com a realidade. Promete-se que decis√Ķes regulat√≥rias n√£o ser√£o mais tomadas ao sabor do esc√Ęndalo bilion√°rio da hora.

Também saem de cena modelos amalucados nos quais o capital privado tinha que arrastar correntes, tendo estatais como a Infraero e a Valec de sócias. No mesmo diapasão, acena-se com a ressurreição das agências reguladoras, desvirtuadas pelo PT.

Pode parecer pouco, mas para um país que foi simplesmente desviado da direção correta em que, penosamente, passara a transitar, depois de anos de reformas e esforço legítimo da população, já é um feito e tanto. O Brasil volta a harmonizar-se com a aritmética e pega a faixa de retorno para sair da contramão da história.

O cerne da nova iniciativa deve ser o realismo, a clareza e a estabilidade de regras. O b√°sico, pois ‚Äď menos para os feiticeiros do PT… Quanto mais claras, est√°veis e equilibradas forem, mais atratividade ter√£o os neg√≥cios, menores ser√£o o risco, os custos e a necessidade de aportes p√ļblicos. O pa√≠s tem capacidade de atra√ß√£o suficiente para que os investimentos privados banquem a necess√°ria arrancada que precisamos dar.

Sim, pode haver ainda excesso de capital p√ļblico envolvido. Sim, os prazos s√£o mais longos do que a realidade cobra. E, sim, √© preciso cuidado redobrado com as quest√Ķes ambientais, para n√£o sair atropelando floresta. Mas √© fato que o novo governo deu um primeiro e decisivo passo para transformar o que hoje √© entrave naquilo que pode ser uma enorme oportunidade de reden√ß√£o da economia brasileira.

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