PSDB fará o processo de escolha mais democrático da história de um partido na América Latina, garante Bruno Araújo

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“O PSDB tem a convicção de que nós vamos fazer o processo de escolha mais democrático da história de um partido na América Latina, que esse candidato vai reunir condições políticas e de viabilidade para construir uma aliança no campo fora dos polos que estão estabelecidos hoje, vai ao segundo turno e vai vencer a eleição para presidência da República.”

Confira os principais trechos da entrevista do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, aos jornalistas Gustavo Schmitt e Sérgio Roxo, de O GLOBO.

As pesquisas mostram Lula e Bolsonaro em vantagem ampla. A construção de uma candidatura de centro alternativa a polarização é ainda viável?
As pesquisas envolvem um grau de complexidade maior. Elas mostram que há uma maior parte do eleitorado brasileiro que prefere não votar nem em um, nem em outro. A maior parte dos candidatos de centro nunca foi às urnas numa eleição nacional. O ex-presidente Lula termina tendo ganhos indiretos com o crescente aumento da rejeição do presidente Bolsonaro. E nessa construção que temos um conjunto de oito ou nove partidos que dialogam sobre alternativas. E o PSDB tomou uma decisão histórica este ano. Vai promover o maior e mais democrático processo de escolha de um candidato a presidente nas prévias, o que dará legitimidade a esse candidato.

O foco do centro deve ser buscar a vaga do Lula ou do Bolsonaro num eventual segundo turno?
Aparentemente, a maior viabilidade está em ocupar a vaga que está hoje com o presidente Bolsonaro. Se isso acontecer, acho que esse candidato tende a ser o próximo presidente.

Existe alguma chance de o PSDB, apesar das prévias, abrir mão da candidatura a presidente?
Ninguém pode querer um apoio sem ter disposição de apoiar. O PSDB está aberto até o último momento nas convenções de construir essa unidade no campo distante da polarização entre o presidente Bolsonaro e o ex-presidente Lula.

Quando chegar a data das prévias, pode haver um rearranjo, com candidatos abrindo mão?
Eu acho que é possível e pode até haver até o surgimento de mais nomes. Tudo é possível nesse espaço que nós temos até as prévias.

O ex-presidente Fernando Henrique declarou que num segundo turno votaria no Lula contra o Bolsonaro. O PSDB apoiaria Lula nessa circunstância?
O PSDB tem a convicção de que nós vamos fazer o processo de escolha mais democrático da história de um partido na América Latina, que esse candidato vai reunir condições políticas e de viabilidade para construir uma aliança no campo fora dos polos que estão estabelecidos hoje, vai ao segundo turno e vai vencer a eleição para presidência da República.

O PSDB apoiou o impeachment de Dilma Roussef. Não pode ser cobrado como incoerente se não apoiar o impedimento de Bolsonaro?
#pracegover: foto mostra Bruno Araújo falando ao microfone no púlpito da C6amara e gesticulando sua mão direitaImpeachment envolve falta de apoio no Congresso, que o presidente ainda tem. Envolve povo na rua, o que é uma limitação por conta da pandemia. Quando digo povo, falo em diversidade política ideológica. Não é só um lado, uma posição. Claro que o presidente flerta de forma rotineira com desrespeito às relações com as instituições de Estado. E estamos vigilantes a isso. Mas os ingredientes necessários para formar essa receita ainda não estão postos à mesa.

Qual a posição do PSDB sobre o voto impresso?
Em 2014, o PSDB foi ao Tribunal Superior Eleitoral e perguntou se podia fazer uma auditoria. Foi respondido sim. O PSDB, na época, pagou para uma empresa, que fez uma auditoria e sugeriu melhorias no processo de segurança. Essas melhorias foram adotadas. Então, objetivamente, o PSDB foi atendido. Em segundo lugar, todo processo de segurança é importante e deve ser discutido. Agora, não faz bem à democracia iniciar a discussão com a afirmação de que as eleições anteriores foram roubadas. Então, a premissa da discussão está equivocada. O voto impresso não deve vir por causa das afirmações do presidente da República de que as eleições foram fraudadas. Tem que começar com um reconhecimento de que o processo de eleição, inclusive que nós perdemos, foram limpos.

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da entrevista

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