Combate à evasão: uma escola de todos e para todos

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Garantir que os jovens permaneçam na escola nos anos finais do ensino médio ainda é um grande desafio para que o Brasil alcance a universalização da educação. Neste 11 de agosto, Dia do Estudante, precisamos falar de evasão escolar, sobretudo, porque o seu agravamento já é apontado como um dos mais sentidos efeitos da pandemia do coronavírus.

Os dados mais recentes do IBGE apontam que 11,8% dos brasileiros entre 15 e 17 anos estão fora da escola. O percentual corresponde a 1,1 milhão de jovens. São alunos que desistem de frequentar a sala de aula, geralmente, porque precisam conciliar estudos e trabalho.

A pandemia, no entanto, trouxe novos excluídos: aqueles que não têm acesso à internet, aqueles que, embora com atividades impressas, não têm ajuda dos pais (por vezes, analfabetos), ou aqueles cuja família, infelizmente, não conseguiu se organizar para o ensino remoto. A pandemia, por fim, escancarou a nossa desigualdade histórica.

Para combater a nova evasão, escolas e governos precisam lançar mão de políticas para ampliação do acesso à internet e das modalidades de ensino à distância. Ir na raiz do problema, no entanto, requer, segundo especialistas, estratégias pedagógicas de acolhimento e, por que não, uma readequação da escola às necessidades do aluno.

O primeiro passo está sendo dado com a reformulação da grade curricular do ensino médio, que tende a se voltar cada vez mais para a formação técnica. Caminhando nesse sentido, a escola certamente se tornará mais inclusiva e estará pronta para o estudante que precisa, ainda nos primeiros anos da juventude, encarar o mercado de trabalho.

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