
“No Brasil, houve uma radicalização extrema do debate político. Mas não só aqui. Basta ver os exemplos de EUA, França ou Itália, entre outros países. A questão central é que o atual debate tem a profundidade de um pires. O objetivo não é ouvir, compreender, dialogar, debater, construir consensos. A busca é pelo aniquilamento do inimigo e a mobilização das respectivas bolhas ideológicas. E isso com ralas referências teóricas e históricas sólidas. Basta acionar a metralhadora retórica: “fascistas”, “comunistas”, “conservadores”, “neoliberais”, sem o mínimo de conhecimento sobre essas formulações ideológicas. E com uma pobreza de espírito e intelectual pujante.”