“O Brasil no Centro”, por Bruno Araújo

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As eleições de domingo (29/11) redesenharam a política brasileira. Não mais guinadas alucinadas, tampouco apostas arriscadas. O eleitor disse em alto e bom som que quer equilíbrio e paz. Quer que o governante cumpra o papel que dele mais se espera: trabalhe duro para melhorar a vida das pessoas.

O PSDB é parte desse feliz retorno da política brasileira ao seu melhor veio. Nossas vitórias em primeiro e segundo turnos nos municípios tiveram o denominador comum da moderação, da tolerância e do diálogo. Mas trouxeram, sobretudo, o ateste do eleitor em relação à forma como governamos: produzindo resultados objetivos.

Na democracia, o tamanho político de um partido se mede pelo número de eleitores. E o PSDB foi, mais uma vez, o partido mais votado do país, com 15 milhões de votos recebidos. Tivemos, proporcionalmente, as campanhas mais baratas desta eleição. Também cumprimos integralmente as cotas para candidatas femininas e para negros –compromisso que manteremos.

A partir de 1° de janeiro, vamos, mais uma vez, governar a maior parcela da população brasileira. Serão 34 milhões de pessoas ou pouco mais de 16% dos habitantes do país sob gestão tucana. Em termos orçamentários, os nossos prefeitos cuidarão de R$ 155 bilhões a partir do ano que vem.

O desafio não é trivial. O país está, assim como todo o resto do mundo, mergulhado em meio à mais grave crise econômica e social dos últimos 100 anos.

O PSDB foi o mais vitorioso nas últimas duas eleições municipais como o mais votado entre os partidos. Continuamos como o partido que governará o maior número de municípios com mais de 300 mil habitantes.

Entre as vitórias mais emblemáticas está a de Bruno Covas em São Paulo, coroando a expansão do partido no estado comandado pelo governador João Doria, onde temos a responsabilidade de governar 179 municípios, com quase metade da população.

Mas estão também as de Cinthia Ribeiro, reeleita em Palmas, única capital do país a ser governada por uma mulher, e outras 54 prefeitas tucanas que triunfaram nas urnas. E, para seu terceiro mandato de prefeita, elegemos uma mulher negra, Judite Botafogo, em Lagoa do Carro, em Pernambuco.

Mesmo diminuindo o número de prefeituras, em geral com perfil até de 20 mil eleitores, mantivemos o desempenho proporcional de 2016, quando 4 de cada 10 candidatos lançados foram escolhidos prefeitos. No total, serão 520 mandatários a partir do próximo mês.

E aí está, talvez, o principal recado das urnas. Nestas eleições, os brasileiros rejeitaram os extremismos, de que lado sejam. Deram um basta aos opostos radicais que só existem para se retroalimentar, à revelia do que realmente interessa à população. Aí está o bom caminho que esta eleição descortina.

Não comemoro apenas os bons resultados do meu partido, mas saúdo também o desempenho positivo do DEM e do MDB. Não por acaso, somos os três partidos que, em suas diferentes encarnações, em diferentes momentos históricos, nos juntamos para mudar o Brasil.

Foi assim na redemocratização, foi assim na vitória sobre a inflação e também na modernização da economia promovida no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, quando governamos juntos sob um programa reformista claro, ousado e transformador.

Estou certo de que estas eleições representam um reencontro com a história. Significam a possibilidade de, juntos, colocarmos o país de volta na trilha da prosperidade com justiça social, atacando a imensa desigualdade que ainda nos marca. Vencer disputas eleitorais é sempre bom e importante. Mas vencer com respeito, com dignidade e dedicação ao interesse público é ainda melhor.

(*) Presidente Nacional do PSDB

Artigo publicado no Poder 360 em 03.12.2020

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