Primeiro Plano Nacional de Segurança Pública – Eixo Social – Texto 4

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Primeiro Plano Nacional de Segurança Pública – Eixo Social – Texto 4

O Eixo Social do plano ia muito bem.
Estava em todas as capitais.
Estava no que se conhecia como polígono da maconha, no Nordeste, nas cidades mais violentas do país, e mantinha integração com as gestões estaduais.

Haviam erros? Sim, mas a equipe era rápida na avaliação e nos ajustes.

Tínhamos chegado no tripé juventude, família e comunidade.

Tínhamos avançado muito no combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Foi uma das poucas vezes, em 35 anos de carreira, que vivi um programa integrado, articulado e sem tolas disputas por poder.

Mas o que ocorreu?

No dia 01 de janeiro de 2003, o PT assumiu o governo federal.

Entre novembro e dezembro de 2002, tivemos inúmeras reuniões de transição com o grupo de segurança pública do governo eleito.

Nem nos meus piores pesadelos imaginava o que ocorreria.

O PT, ao assumir o governo, sabia do sucesso do Plano e do Eixo Social.
E a narrativa que a publicidade petista pregava era da “herança maldita”.

O novo governo desapareceu com as ações, programas e serviços.
Mesmo prejudicando a população, tudo foi abandonado.
Equipes desmontadas, documentos arquivados.

Por pura inveja política, tudo foi abandonado.

O mais grave? Não se preocuparam com os jovens, as famílias e as comunidades.

O PT podia ter feito ajustes, mudanças, mas preferiu acabar com o que estava dando certo.

Hoje, a violência está cada dia mais forte. Entre 2003 e 2026, o PT esteve 16 anos no poder.
Não tenho a menor dúvida de que a atitude de destruir o Plano Nacional de Segurança Pública, em 2003, colaborou imensamente para o atual cenário.

Para o governo do PT, não existe programa de Estado.
Só existe programa do PT.
Deu no que deu.

Marcelo Garcia é Assistente Social, Professor de Práticas Sociais.
Foi Secretário Nacional de Assistência Social e coordenador operacional do Eixo Social do Primeiro Plano Nacional de Segurança Pública.
Foi Secretário Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro.

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