A vez da turma do pixuleco

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A engrenagem que faz o PT produzir presidi√°rios em s√©rie √© a mesma que logrou sucesso em eleger presidentes da Rep√ļblica nas √ļltimas quatro elei√ß√Ķes realizadas no pa√≠s

Carta de Formulação e Mobilização Política, 22 de setembro de 2015, No. 1224

O PT continua produzindo presidi√°rios em s√©rie. Especial voca√ß√£o para a cadeia t√™m os que ocupam a tesouraria do partido que h√° quase 13 anos governa o Brasil. O ‚Äúcompanheiro‚ÄĚ Jo√£o Vaccari Neto √© o mais novo integrante do time. √Č a turma do pixuleco que agora se junta √† c√©lebre turma da Papuda atr√°s das grades. Vaccari √© o segundo tesoureiro do PT condenado pela Justi√ßa. Foi sentenciado ontem a 15 anos e quatro meses de cana por corrup√ß√£o, lavagem de dinheiro e associa√ß√£o criminosa. Ir√° para a galeria de ilustres onde j√° est√° Del√ļbio Soares, condenado no mensal√£o a oito anos e 11 meses por corrup√ß√£o ativa e forma√ß√£o de quadrilha, e hoje em pris√£o domiciliar. Vaccari √© o mesmo a quem a presidente Dilma hipotecou apoio durante toda a campanha eleitoral do ano passado, mesmo com seu nome j√° envolvido nas descobertas da Opera√ß√£o Lava Jato. O mesmo que a petista manteve no conselho de administra√ß√£o de Itaipu at√© janeiro √ļltimo, s√≥¬†exonerado¬†a contragosto a despeito de seguidas cobran√ßas da oposi√ß√£o. O PT tem se especializado em produzir tesoureiros que se notabilizam mais por figurar em p√°ginas policiais do que no notici√°rio pol√≠tico. Tesoureiros das campanhas presidenciais do partido tamb√©m est√£o sob investiga√ß√£o, como s√£o os casos de¬†Jos√© de Filippi¬†e do hoje ministro¬†Edinho Silva, que cuidaram das contas da candidata Dilma em 2010 e 2014, respectivamente. Parece evidente que n√£o s√£o meros tesoureiros. S√£o engrenagens centrais da organiza√ß√£o criminosa que se se apossou do pa√≠s desde que os petistas botaram os p√©s nos gabinetes do poder em Bras√≠lia e que tem logrado sucesso em vencer elei√ß√Ķes de forma ilegal. ‚ÄúA corrup√ß√£o gerou impacto no¬†processo pol√≠tico democr√°tico, contaminando-o¬†com recursos criminosos, o que reputo especialmente reprov√°vel. (…) Talvez seja essa, mais do que o enriquecimento¬†il√≠cito dos agentes p√ļblicos, o elemento mais reprov√°vel do esquema criminoso da¬†Petrobr√°s, a contamina√ß√£o da esfera pol√≠tica pela influ√™ncia do crime, com preju√≠zos¬†ao processo pol√≠tico democr√°tico‚ÄĚ,¬†escreveu¬†o juiz S√©rgio Moro na senten√ßa divulgada ontem. J√° o procurador da Rep√ļblica Carlos Fernando dos Santos Lima, membro da for√ßa-tarefa da Lava Jato,¬†afirmou: ‚ÄúMensal√£o, petrol√£o, Eletronuclear, s√£o todos eles conexos, porque dentro deles est√° a mesma organiza√ß√£o criminosa. No √°pice dessa organiza√ß√£o est√£o pessoas ligadas a partidos e, n√£o tenho d√ļvida, √† Casa Civil do governo Lula‚ÄĚ. S√≥ para lembrar: os que l√° estiveram foram Jos√© Dirceu e a hoje presidente da Rep√ļblica. Resta clar√≠ssimo que o assalto √† Petrobras e a outras estatais n√£o √© apenas crime penal, delito financeiro, mas, sobretudo, uma les√£o profunda na democracia brasileira. O dinheiro sujo subverteu a vontade do eleitor. √Č elemento ao qual a Justi√ßa eleitoral deveria se ater. H√° raz√Ķes de sobra para investigar e punir quem se beneficiou t√£o diretamente do esquema sujo das turmas do pixuleco e da Papuda.

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