Aécio rebate falsas acusações e critica vazamentos criminosos; Senadores manifestam apoio ao presidente do PSDB
04 de Abril de 2017
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, subiu à tribuna do Senado nesta terça-feira (04/04) para rebater a falsa acusação feita pela revista Veja de que ele seria beneficiário de uma conta em banco de Nova York, abastecida com recursos ilícitos da Odebrecht. Movido por um forte sentimento de indignação, Aécio cobrou responsabilidade da revista na publicação da acusação, feita por fonte não identificada e sem apresentar qualquer tipo de comprovação.

"Mostrem o banco, mostrem a conta e essa farsa ficará desmascarada de forma definitiva. Mais importante do que descobrir a origem da mentira, é desmascará-la. Em qualquer que seja a hipótese, lamentavelmente, a revista, mesmo alertada do erro da informação, mesmo não dispondo sequer do nome do banco a qual se referia, não teve a precaução de confirmar a denúncia antes de estampá-la em sua capa", afirmou em seu pronunciamento.

Aécio voltou a defender o fim do sigilo sobre as delações feitas para que todos possam conhecer o conteúdo verdadeiro das citações feitas e possam exercer o direito de defesa. A citação publicada pela Veja atribuída ao ex-executivo da Odebrecht Benedicto Jr. foi desmentida pelo próprio advogado do delator.

"A democracia vive da verdade, das pessoas que tem, como eu, a coragem de estar aqui mostrando o rosto, mostrando a face. A democracia não se faz com aqueles que se escondem nas sombras do anonimato para covardemente tentarem destruir reputações sabe-se lá com qual objetivo", afirmou.
O senador alertou para os vazamentos de trechos de supostas delações, ocorridos nos últimos meses sempre de forma parcial e clandestina.
"Que interesses escusos manobraram, nas sombras, afirmações que nunca existiram, travestidas de informações pretensamente de interesse público?", questionou.

É mentira
Sobre a falsa acusação publicada, o senador destacou que alertou a revista sobre a inexistência da conta e ofereceu toda colaboração para esclarecer a informação, mas nem mesmo o nome do banco que abrigaria tal conta a revista soube informar.

"Mesmo alertada do erro da informação, mesmo não dispondo sequer do nome do banco a qual se referia, não teve a precaução de confirmar a denúncia, antes de estampá-la em sua capa. Digo ao Brasil e aos mineiros de forma especialíssima com todas as letras: É mentira. É calúnia. É injúria. É difamação. É crime", afirmou Aécio.
O senador encaminhou um pedido ao ministro do STF Edson Fachin para ter acesso à delação mencionada pela revista.

"Solicitei formalmente ao ministro Fachin duas providências: que investigue a origem desse pseudo-vazamento criminoso e puna aqueles que o cometeram. E que me permita, por outro lado, acesso à delação premiada deste executivo, como forma de saber do que e por quem estou sendo acusado. Reputações não podem permanecer reféns da má-fé de vazamentos selecionados", defendeu Aécio.


Apoios
Após o discurso no Plenário, Aécio foi cumprimentado por colegas do PSDB e de diversos partidos. Líder tucano no Senado, Paulo Bauer (SC) classificou a reportagem da Veja de "injusta e absolutamente infundada" e declarou todo o seu apoio ao senador Aécio Neves. "Vossa Excelência, para nós do PSDB, é um político honrado, é um líder nato, e acima de tudo, um grande companheiro, que merece nossa solidariedade, nosso apoio e vai continuar tendo o nosso apreço, e acima de tudo, a nossa fidelidade à sua liderança aqui no Senado e no nosso partido", afirmou o parlamentar.

Logo após a fala de Bauer, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) também salientou a carreira política de Aécio, chamando-o de um "exemplo histórico da importância da política para a condução da vida pública". E prosseguiu: "compartilho da sua indignação, porque, tenho certeza absoluta, para homens sérios, homens de bem, não somente políticos, mas políticos principalmente, não existe nada mais sério, nenhuma acusação, nenhuma derrota mais vil do que ver a sua honra, a sua reputação, sendo tentada ser manchada".

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), 1º Vice-Presidente do Senado, ressaltou que a delação do ex-diretor da Odebrecht Benedicto Júnior sequer menciona uma suposta conta em Nova York. "Ninguém aqui pretende e, muito menos, deseja qualquer obstrução de investigação. Mas que possamos tratar a lei como ela deve ser tratada. Não se pode, em nome de combater crimes, praticar outros crimes. Dessa forma, o Brasil não vai melhorar", argumentou.

Em outro aparte ao discurso do presidente nacional do PSDB, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) destacou a trajetória pública de Aécio. O parlamentar, que foi secretário de Estado e vice-governador de Minas Gerais durante a gestão de Aécio Neves no governo mineiro, se disse "indignado" com as acusações mentirosas publicadas na Veja.
"Nós todos sofremos juntos, e saiba que nós, mineiros, não só estamos ao seu lado, como sempre estivemos, mas, mais do que isso, estamos todos indignados e revoltados com a baixeza que foi feita e com o corolário de mentiras que ali foi depositado naquela reportagem", afirmou Anastasia.

Em seguida, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) também se posicionou sobre o assunto. "A sua ida à tribuna para fazer o pronunciamento que fez, para quem o conhece, não era necessária, não seria necessária, mas Vossa Excelência vem à tribuna e fala para o Brasil, demonstrando que construiu uma vida, uma vida de retidão, com caráter ao longo de toda a sua caminhada", ponderou o parlamentar.

Senador pelo PSDB-TO, Ataídes de Oliveira destacou que o futuro mostrará a falsidade das acusações reveladas pela Veja. "Acredito que, depois dessa tempestade, depois dessa dor toda que Vossa Excelência e a sua família estão passando - eu também vi o vídeo da sua irmã Andrea -, depois de toda essa tempestade, virá a bonança, e o joio irá ser separado do trigo. E nós não temos outro momento melhor do que este", disse o tucano.

Último parlamentar a se manifestar em apoio a Aécio, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), também prestou solidariedade ao tucano. "Senador Aécio Neves, conheço Vossa Excelência e tenho convicção de que Vossa Excelência não viria a essa tribuna se não tivesse certeza da injustiça que foi cometida com Vossa Excelência. Então, tenha também a nossa solidariedade", concluiu.

Também discursaram em apoio a Aécio Neves os senadores José Agripino (DEM-RN), João Capiberibe (PSB-AP), Raimundo Lira (PMDB-PB), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), Reguffe (sem partido-DF), Cristovam Buarque (PPS-DF), Ana Amélia (PP-RS) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).

Acabar com "vazamentos seletivos"
No domingo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, governadores, ministros e as bancadas do PSDB no Senado e na Câmara dos Deputados divulgaram uma nota conjunta em apoio a Aécio. Um dos signatários do documento, o presidente do ITV, José Aníbal, afirmou que é preciso acabar com o mecanismo dos "vazamentos seletivos" de delações premiadas. "O melhor caminho para isso é tornar público o conteúdo de todas essas delações, para que não haja interferências que só servem àqueles que querem passar a ideia errada de que político é tudo igual. Isso não é verdade", disse, reiterando a confiança em Aécio Neves. 



(*) Do PSDB

Comentários