Segurança Pública
Atlas da Violência: homicídios de negros superam em duas vezes e meia o de não-negros
06 de Junho de 2019

A taxa de homicídios de negros no Brasil é duas vezes e meia superior à de não-negros. Em 2017, essa relação ficou em 43,1 assassinados para cada 100 mil negros contra 16 não-negros, aponta o Atlas da Violência. O relatório, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, constata que a taxa de homicídios de negros cresceu 33,1% em uma década (2007-2017). No mesmo período, os assassinatos de não-negros tiveram um pequeno crescimento de 3,3%

A forte concentração de homicídios na população negra, diz o estudo, é uma das principais faces da desigualdade racial no Brasil. Em 2017, as maiores taxas foram registradas no Rio Grande do Norte (87 mortos a cada 100 mil habitantes negros), seguido por Ceará (75,6), Pernambuco (73,2), Sergipe (68,8) e Alagoas (67,9). Já os estados que possuem menores taxas de homicídio de negros foram São Paulo (12,6 negros a cada 100 mil) Paraná (19) e Piauí (21,5).

Jovens
O Atlas da Violência trata ainda a questão dos brasileiros mortos prematuramente. Os dados de 2017 apontam o agravamento desse quadro: 35.783 jovens (15 a 29 anos) foram assassinados no país. Esse número representa uma taxa de 69,9 homicídios para cada 100 mil jovens no país, taxa recorde nos últimos dez anos.

O número representa um aumento de 6,7% em relação a 2016. Considerada a década (2007-2017), o Brasil sofreu aumento de 37,5% nos homicídios de jovens.

Num comparativo entre os estados, as taxas em 2017 variam entre 18,5 homicídios a cada 100 mil jovens, em São Paulo, até 152,3 no Rio Grande do Norte.

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