Saúde
Políticas de isolamento evitam colapso na saúde
03 de Abril de 2020
Sem ações de controle e cooperação, 42 mil brasileiros com quadros mais graves da Covid-19 podem ficar sem leito de UTI. A constatação vem a partir de estudo elaborado pelo médico Gonzalo Vecina Neto, o matemático Lucas Amorim e o economista Gustavo Kay. Divulgados pelo G1, os gráficos permitem comparar a evolução da epidemia em cenários sem qualquer medida restritiva e de isolamento social com trajetórias projetadas em cenários onde, além do distanciamento, há cooperação de hospitais da iniciativa privada, cancelando cirurgias eletivas e liberando leitos de UTI.
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Os resultados reforçam o que vem sido dito pelas autoridades de saúde: a epidemia vai se comportar de forma diferente em cada estado brasileiro, mas todos devem colaborar se quisermos evitar o colapso na saúde pública e a perda acentuada de vidas.
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Para se ter uma ideia, no cenário em que há políticas de isolamento, a velocidade de propagação cai pela metade - em vez de crescer 30% ao dia, cresce 15%. Nesse caso, embora a epidemia se estenda no tempo, a curva de contágio é achatada, reduzindo a sobrecarga do sistema - dado que o estudo se propõe a dimensionar. Quando as medidas restritivas se somam ao cancelamento de cirurgias eletivas e à ampliação da capacidade das UTIs, a duração da infecção se estende, mas o número de casos sem leito chega a zero.
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Como qualquer estudo matemático, este não traz retratos fiéis da realidade, mas poderá, entre outras funções, ajudar os gestores a programar ações de contenção da Covid-19, de ampliação do sistema de saúde e de redução dos impactos sociais e econômicos da epidemia.

Se quiser saber mais sobre o estudo " Cenário para a demanda vs oferta de leitos de UTIs na epidemia Covid-19 no Brasil", clique link https://glo.bo/39m9ltR

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