Saúde
Lei de licitações não impede corrupção, mas garante ineficiência, diz o médico Gonzalo Vecina
05 de Maio de 2016

Professor da Universidade de São Paulo e ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o médico Gonzalo Vecina defende a reestruturação do SUS.


Segundo ele, esse modelo foi "uma boa saída" do Constituinte de 1988, mas a sociedade brasileira do século 21 não está sabendo conduzir como deveria sua política pública de saúde para os dias de hoje. "As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) são um equívoco. Temos que partir para processos de atenção contínua, para atendimento de doentes agudos, doenças degenerativas."



Em entrevista ao Portal ITV, ele explicou seu raciocínio com base na longevidade dos brasileiros, que hoje têm uma expectativa média de vida de 75 anos. Diante disso, o SUS precisaria estar preparado para atender uma população na qual 35% dos óbitos são causados por doenças cardiovasculares.



Ex-superintendente do Hospital Sírio Libanês, Vecina é um crítico contundente da Lei de Licitações. Diz que suas exigências acabam por criar ineficiência, uma delas, aponta, é ter um estoque médio de materiais e medicamentos para 90 dias. Na rotina do Sírio Libanês, conta o médico, essa média cai para 20 dias de trabalho do hospital.

Confira a entrevista!

 

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