Saúde
A prioridade deve ser o combate ao coronavírus
28 de Abril de 2020
71.886 infectados e 5.017 mortos é o saldo da Covid-19 no Brasil até hoje, 28 de abril. Conforme o país se aproxima do pico da infecção, com crescimento exponencial do número de vítimas, mais as ações de ampliação do sistema de saúde e de socorro à população se tornam necessárias.
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Estados e municípios, responsáveis por 95% da assistência médica e hospitalar oferecida à população, têm redobrado esforços e buscado parcerias com a iniciativa privada para impedir o esgotamento dos recursos financeiros e humanos. Também o Congresso fez o que lhe cabia: aprovou a lei que coordena as medidas sanitárias e reconheceu o estado de calamidade, acionando as excepcionalidades permitidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Na prática, deu a carta branca que a União precisava para aplicar recursos extras no combate à epidemia.
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Entretanto, dos R$ 22,8 bilhões previstos para ‘enfrentamento de emergência em saúde pública', apenas R$ 5,3 foram de fato investidos até agora. E dos 16 bilhões para auxílio a estados e municípios, apenas R$ 1 bilhão chegou até esse destino, segundo dados do Tesouro Transparente.
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Esses números do Orçamento da União mostram falta de prioridade para o combate direto ao coronavírus e para a saúde pública. Mas quanto mais a epidemia avança, menos os recursos para manutenção do sistema médico-hospitalar podem tardar. Nunca é demais lembrar que a recuperação dos infectados depende essencialmente da possibilidade de conseguirem tratamento adequado. É hora de somar os esforços.

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