Reformas Estruturais
Reformas revolucionárias são ingênuas e travam possibilidades de mudanças, afirma Rubens Figueiredo
29 de Agosto de 2017
Para cientista político, aprovação de reformas definitivas é inviável e alteração dos sistemas deve levar em conta, mesmo com a sociedade em clima de fla-flu, o meio termo

Em tempos de polarização política e recessão econômica, evitar extremismos e apelar ao bom senso nunca é demais. É certo que, na transição que vivemos, a substituição de modelos falidos por sistemas atualizados e modernos se faz urgente. No entanto, é preciso ter cautela, pois, salvo em momentos episódicos, as sociedades não vivem de rupturas abruptas, mas de avanços. Em entrevista ao Portal do ITV, o cientista e consultor político Rubens Figueiredo analisa as probabilidades de aprovação das reformas estruturais no Brasil e defende que não há reforma ideal ou que conserte qualquer sistema - previdenciário, político, tributário ou trabalhista - de uma hora para outra. "A reforma nunca será a do governo e também não será a da oposição. Vai ser sempre algo negociado", declara.

Rubens Figueiredo avalia também a comunicação do atual governo, que, na sua opinião, não vende bem à sociedade aquilo que propõe. Segundo ele, a reforma da Previdência foi explicada de forma inadequada à população, assim como faltou deixar claro aos brasileiros o estado de calamidade em que o PT deixou o país. "A reforma da Previdência é o fim de privilégios. O outro lado, conseguiu vender que a reforma prejudicaria o pobre. É ao contrário, ela acaba com o sujeito que se aposenta ganhando 37 mil reais. Essa é a grande questão", conclui.

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