Reformas Estruturais
Para deputados tucanos, reforma deixará o sistema previdenciário mais justo
05 de Julho de 2019
Os representantes do PSDB na comissão especial da reforma da Previdência (PEC 6/19) apoiaram e votaram favoravemente ao parecer elaborado pelo deputado Samuel Moreira (SP). O texto foi aprovado por 36 votos a 13, sem sessão desta quinta-feira (04/07).

O país vive em uma crise econômica e social, herança deixada pelos governos petistas, alerta o deputado Vitor Lippi (SP). São milhões de desempregados, jovens sem perspectivas, população endividada. "Temos uma possibilidade de recuperar o Brasil, mas ela passa por uma nova Previdência. Todos sabemos a gravidade da situação, e nós estamos aqui dispostos a fazer mudanças", explicou.

O atual sistema previdenciário é injusto e deficitário, ressalta o deputado Rodrigo de Castro (MG). As gerações futuras estão sendo sacrificadas, e os investimentos no país estão estrangulados. Chegou a hora de encarar o desafio, avalia o deputado. "A espinha dorsal dessa reforma da Previdência é a justiça social: quem ganha mais contribui com mais e quem ganha menos contribui com menos, será menos sacrificado", explicou.

O avanço da reforma só tem sido possível com a busca pelo consenso e o apoio da população, avalia o deputado Eduardo Cury (SP). Segundo ele, a construção do relatório garante uma ampla reforma. "A reforma da Previdência não vai gerar emprego no outro dia, mas vai melhorar o Brasil, vai tirá-lo da quebradeira", completou.

Como regra transitória para todos os trabalhadores, Moreira propõe idade mínima de 65 anos se homem e 62 se mulher, com tempo de contribuição de pelo menos 20 e 15 anos, respectivamente. No caso dos servidores públicos da União, o tempo de contribuição previsto é maior, de 25 anos, e cumulativamente pelo menos 10 anos no serviço público e 5 no cargo para ambos os sexos.

Do PSDB na Câmara

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