Reformas Estruturais
“Reformas são essenciais para a retomada do crescimento”, afirma José Aníbal durante encontro do PSDB em Natal
28 de Março de 2017
O presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Aníbal, voltou a defender a aprovação, pelo Congresso Nacional, das reformas estruturantes essenciais para a retomada do crescimento do país. No sábado (25/03), ele participou, em Natal, do encontro "PSDB: A Favor das Mudanças que o Brasil Precisa", realizado pelo diretório tucano do Rio Grande do Norte em parceria com o ITV. "Sem as reformas, não vamos deixar de patinar. Pedala, pedala e não sai do lugar. A gente precisa encarar essa questão, vamos conversar. Mostrar às pessoas que, para que a Previdência tenha sustentabilidade, será preciso reformar o sistema", disse.

Presidente do ITV, José AníbalSegundo ele, é urgente que o país corrija o déficit de R$ 150 bilhões que atinge o INSS. "O regime geral da Previdência não consegue sustentar esse déficit. E no horizonte, o sistema vai se inviabilizar. Onde vamos buscar esses recursos? Emitindo dívida, criando dívida? Até que ponto nós vamos conseguir criar dívida? É preciso se antecipar, mudar a trajetória de crescimento desse déficit para trajetória de sustentabilidade, em que a Previdência seja capaz de refletir a situação atual", completou.

Ao lembrar o programa partidário elaborado na fundação do PSDB, na década de 80, José Aníbal disse que o partido já defendia naquela época reformas estruturantes para assegurar o crescimento econômico do país - em um cenário que se repete atualmente. O programa serviu de base para nortear o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O presidente do ITV lembrou que a gestão FHC implantou reformas essenciais ao Estado, como a administrativa e o início da previdenciária, que precisam ser retomadas na atual crise econômica que o país enfrenta. José Aníbal reforçou que o governo tucano foi o que mais assentou trabalhadores rurais, reformou o sistema financeiro e evitou a "quebra do país". "Em alguns países que tiveram situações como essa, o impacto disso no PIB chega a 20%. Nós evitamos essa quebra mesmo com a gritaria petista. Além disso, foi a primeira vez que a preservação dos recursos naturais entrou em um programa político-partidário. E também a presença ativa do Brasil no cenário internacional", disse.

José Aníbal ressaltou ainda que a crise econômica que atinge o Brasil é consequência da má gestão adotada ao longo dos governos Lula e Dilma Rousseff. Para ele, as práticas petistas levaram o Brasil para o fundo do poço na economia. "Sempre que você encontrar alguém que acha que bondades, distribuição de renda, são suficientes para resolver o problema do crescimento, desconfie. Dilma, por exemplo, deu com a mão pequena um desconto de energia. Mas tirou com a mão grande. Deu o desconto, todo mundo gostou. Mas de lá para cá, a luz já subiu mais de 70% porque ela devastou o setor elétrico", afirmou Aníbal.

Alckmin destaca importância da reforma política
O encontro "PSDB: A Favor das Mudanças que o Brasil Precisa" foi marcado pela filiação de novos prefeitos potiguares ao partido. O evento, comandado pelo deputado federal Rogério Marinho, contou também com a participação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Em seu discurso, ele comentou a situação dramática vivida pelo país com a recessão e a forte crise econômica. "Nós chegamos ao fundo do poço. O mundo cresceu no passado mais de 2,2% do PIB mundial, os países em desenvolvimento mais de 4%, e o Brasil com PIB negativo, sem crescer por quatro anos", disse.

Alckmin também destacou a relevância dos temas discutidos no encontro. "São questões importantes para que o país possa retomar a atividade econômica, gerar emprego, renda e acelerar as reformas, é isso que interessa para a população", afirmou.

Ao comentar a possibilidade de adoção do financiamento público de campanha, o governador afirmou ainda que esse dispositivo não seria razoável sem que antes seja feita a reforma política. "Na última eleição já melhorou, mas há um princípio em Medicina, que diz: suprima a causa, que o efeito cessa. O que precisa é as campanhas serem baratas. Como é que a campanha fica barata? Tirando a marquetagem da televisão. E voto distrital. Nos Estados Unidos, o voto é distrital, o mandato é de dois anos de deputado, ninguém reclama, nem o deputado e nem o eleitor, porque é uma campanha barata, no distrito", explicou.

Sobre a criação de lista fechada para a eleição legislativa, o governador avaliou que, no atual momento político brasileiro, esse cenário seria uma "temeridade". "Existe possibilidade de lista fechada quando se tem poucos partidos políticos, fidelidade partidária, quando se tem Parlamentarismo. Acho que esse não é o momento para isso. Eu sempre defendi o voto distrital ou o voto distrital misto, mas com essa multiplicidade de partidos políticos no país, e com a fragilidade dos partidos hoje, muitos deles cartoriais, acho uma temeridade se fazer lista fechada", apontou.

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