Reforma Política
"Recursos para manter o presidencialismo de coalizão estão esgotados", diz o cientista político Carlos Melo
01 de Junho de 2016
Esgotaram-se os recursos para manter o presidencialismo de coalizão. Foram-se cargos e verbas, o comando das estatais. No primeiro ano do primeiro mandato de Dilma Rousseff, o que a sociedade festejou como faxina foi, na verdade, um "colapso".
 

Com essa retrospectiva, o cientista político Carlos Melo pontua o momento em que a presidente afastada fez o que nenhum mandatário pode fazer: descolou-se do seu projeto.
 

"A base de apoio, aos poucos, foi se perdendo do que é fundamental, que é o projeto. Tudo gira, única e exclusivamente, em torno da partilha de cargos e verbas", diz Melo.

Professor do Insper e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP, Melo é um crítico do debate sobre a reforma política da forma como se tem dado. Invariavelmente, essa discussão se limita à lei eleitoral. Propõe discutir os "mecanismos políticos de poder". "É preciso ter essa consciência crítica na sociedade."


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