PSDB
Sintonizado com 59% dos brasileiros favoráveis à reforma da Previdência, PSDB trabalhará pelo fim de privilégios
08 de Maio de 2019
Nada menos que 59% dos brasileiros são favoráveis à reforma da Previdência. A constatação é da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira - Reforma da Previdência, elaborada pelo Ibope e divulgada nesta quarta-feira (8) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Representa dizer que seis em cada dez cidadãos acreditam que o atual sistema é insustentável, que precisa de reformulação - e que, entre outras coisas, combata privilégios.

Exatamente porque o Brasil flerta com o colapso, que não poupará ninguém, sobretudo os setores de mais baixa renda da população, é que a relatoria da proposta de reforma na Comissão Especial foi entregue ao PSDB, representado pelo deputado Samuel Moreira (SP). O partido tem como pedra de toque o controle e a estabilidade das contas públicas - foi o introdutor do Plano Real -, e a responsabilidade fiscal - não à toa no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso se instituiu a Lei de Responsabilidade Fiscal, que em 4 de maio passado fez 19 anos.

A necessidade da reforma é explicitada em vários números da pesquisa da CNI/Ibope, tal como o que aponta que 71% dos entrevistados concordam que todos os grupos profissionais deveriam estar sujeitos às mesmas regras de aposentadoria. Trecho do estudo salienta ainda que "grande parte dos brasileiros (79%) sabe que há regras de aposentadoria diferentes para alguns grupos de pessoas e a maioria entende que devem ser mantidas regras previdenciárias diferentes para trabalhadores rurais (62%), mulheres (62%), professores (61%), policiais civis (56%) e militares e Forças Armadas (56%). Por outro lado, a população entende que os políticos (74%) e os servidores públicos (57%) devem estar sujeitos às mesmas regras que os demais trabalhadores".

Aceitação em vários níveis

Cada vez mais cresce a consciência de que a reforma da Previdência terá um impacto positivo na vida do contribuinte. Na página 9, na parte da pesquisa intitulada "Necessidade de reforma a Previdência", destaca-se que "o grau de concordância também varia, consideravelmente, de acordo com o nível de renda e de escolaridade das pessoas. Entre aqueles que completaram até a 4ª série do ensino fundamental, 52% entendem ser necessária uma reforma da Previdência. Já entre as pessoas com ensino superior completo, 68% concordam com a necessidade de uma reforma".

No grupo de entrevistados com renda familiar de até um salário mínimo, 51% acreditam que a reforma da Previdência é necessária. Esse percentual sobe para 73%, no grupo de entrevistados com renda familiar superior a cinco salários mínimos".

Entre os entrevistados que já são aposentados, 65% concordam com a necessidade de reforma da previdência, enquanto 27% discordam. Já entre os não aposentados, o percentual de concordância com a reforma é de 58% e de discordância fica em 37%".

Igualdade de regras

A pesquisa CNI/Ibope é enfática ao destacar que a sociedade brasileira não admite ser dividida entre privilegiados e prejudicados, quando o assunto é aposentadoria. A maior parte dos brasileiros (71%) concorda que todos os grupos de pessoas deveriam estar sujeitos às mesmas regras de Previdência - 53% concordam totalmente e 18% concordam parcialmente. Já 26% da população não concorda que as regras sejam as mesmas - 12% discordam totalmente e 14% discordam parcialmente.

Da mesma maneira, é clara a percepção de que o favorecimento de grupos profissionais no momento da aposentadoria representa dividir a conta com outros trabalhadores que não têm a mesma possibilidade. Maioria dos brasileiros (68%) concorda que, quando alguns grupos se aposentam com regras diferentes, o restante da população é prejudicado - 50% concordam totalmente e 18% concordam parcialmente. Já o percentual de discordância foi de 29% - 16% de discordância total e 13% de discordância parcial.

Quando questionados sobre a manutenção de regras diferentes para alguns grupos, 62% dos entrevistados concordam que as mulheres tenham normas diferentes das dos homens. A maioria também defende que os trabalhadores rurais tenham aposentadorias diferentes dos urbanos, que professores, policiais e militares tenham regras diferentes que os demais profissionais.

Maior engajamento masculino

A percepção de que as mudanças são imprescindíveis é maior entre os homens, os que têm ensino superior e renda familiar superior a cinco salários mínimos. De acordo com o levantamento, entre os homens 63% dizem que é preciso fazer a reforma da Previdência. Entre as mulheres, 54%.

Já o nível de conhecimento da atual proposta é baixo. Apenas 36% da população a conhecem e, entre esses, só 6% dizem ter amplo conhecimento do texto, e 30% sabem dos principais pontos. E entre os que dizem conhecer a proposta, 51% são contra e 39% são a favor do que sugere o governo.

Aumento do apoio à idade mínima

Pela pesquisa, 72% dos entrevistados concordam com o estabelecimento de uma idade mínima para se aposentar. Esse porcentual cresceu em relação a 2015, quando 65% concordavam com esse ponto da reforma.

Também aumentou a percepção de que os brasileiros se aposentam mais cedo do que em outros países. São 24% contra os 18% de 2015 que acreditavam que no Brasil as pessoas se aposentam mais cedo do que em países como Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e França.

Ainda assim, os brasileiros defendem a aposentadoria em idades muito baixas. Segundo a sondagem, 80% dos entrevistados acham que as pessoas deveriam se aposentar com 60 anos ou menos, enquanto que 19% defendem a aposentadoria com 61 anos ou mais. Em 2007, apenas 8% dos brasileiros tinham esse entendimento de que as pessoas deveriam se aposentar com 61 anos ou mais.

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