PSDB
Bruno Araújo defende permanência de estados e municípios na reforma da Previdência
10 de Junho de 2019
O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, reiterou apoio à reforma da Previdência na sexta-feira (7), em entrevista à rádio Jovem Pan. Na próxima semana, a executiva nacional do partido irá se reunir com as bancadas tucanas da Câmara e Senado, além dos governadores de São Paulo, João Doria, Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, para definirem posicionamento na votação da proposta.

"Isso [a reunião] é fruto de uma posição de nós mudarmos um paradigma construído que somos o partido do muro, da hesitação, da dúvida. É a primeira vez que o PSDB vai, do ponto de vista formal, vai reunir uma executiva, bancada federal, estadual e tirar uma posição do voto sobre o fechamento de questão do texto da reforma da Previdência", disse.

Bruno Araújo disse que espera que o partido feche questão a favor da medida.

"Previdência que foi escrita por um tucano licenciado, Rogério Marinho, que é relatado por um deputado tucano, Samuel Moreira, e esperamos que, tendo a autorização desse conjunto, os deputados federais e senadores do partido fiquem vinculados a dizer sim à Previdência". E ressaltou que o sistema da Previdência como funciona atualmente é injusto.

"A Previdência no Brasil é a maior concentração de renda, de maior geração de desigualdade. Há uma casta que suga grande parte desses recursos. Isso leva a um nível de compreensão que nós temos que passar por cima disso e modificar a situação", defendeu.

Quando questionado sobre a pouca influência dos governadores sob os parlamentares em relação à manutenção dos Estados na reforma, Bruno Araújo afirmou que alguns gestores decidem uma coisa em ‘quatro paredes' nos encontros em Brasília e depois tratam a matéria como um ‘demônio' quando chegam a seus estados.

"A influência dos governadores sobre os parlamentares nos últimos 10 anos é muito baixa. Parte deles [parlamentares], se sentem utilizados de assumir um tema que é necessário e impopular e deixar governadores ao qual fazem oposição numa posição extremamente confortável, que ‘a quatro paredes' diz em Brasília que a reforma é absolutamente fundamental e voltam para os seus Estados dizem que a reforma é um demônio", contou Bruno ao ressaltar que o PSDB defende que os Estados e Municípios permaneçam na proposta.

Comentários