Política Externa
Dorothea Werneck defende flexibilização do Mercosul e prioridade para acordos bilaterais
25 de Maio de 2016

Ex-ministra da Indústria e Comércio Exterior no Governo FHC, a economista Dorothea Werneck aponta a "prisão" ao Mercosul como uma das causas do isolamento da economia brasileira e da queda nas exportações do pais. "O Mercosul pesa. Acho que o Brasil deveria ter saído há muito tempo. Mas espero que agora possamos avançar nisso, dando mais flexibilidade e trabalhando mais com os acordos bilaterais", diz ela. A proposta vem de encontro ao apresentado recentemente pelo chanceler José Serra ao presidente argentino Mauricio Macri.

Em entrevista ao Portal do ITV, Dorothea, que também foi secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, afirma que o ponto chave para reabilitar a os investimentos externos no país é definir as "regras do jogo". "Regras claras e simplificação de procedimentos. Hoje temos uma regra maluca de restrições aos investimentos estrangeiros em obras de infraestrutura. Pra que isso?"

Sobre os erros cometidos pelos governos do PT, a ex-ministra comenta que "partiram das premissas erradas", ao centralizar o controle do país no governo federal. Além disso, acreditaram que "trabalhar com pessoas amigas, que tenham a carteirinha do partido" resolveria o problema. "Mas a grande questão que se coloca é como fazer. E isso depende de gestão, de liderança e de gente competente que conheça a máquina pública. A meritocracia é um caminho", completa.

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