Seminário
Medidas impostas pelo governo impedem estados e municípios de investir, afirma Perillo
17 de Setembro de 2015
 

[caption id="attachment_11390" align="alignright" width="300"]Governador Marconi Perillo Governador Marconi Perillo[/caption]

O governador de Goiás Marconi Perillo afirmou que os governadores do país vivem um momento de perplexidade com a atual situação da economia brasileira. Segundo ele, a crise econômica é motivo de preocupação para estados e municípios. Ele participou do seminário “Caminhos para o Brasil”, iniciativa do PSDB e do Instituto Teotônio Vilela (ITV), que reuniu economistas e lideranças políticas para discutir alternativas para a crise econômica no país.

“Parece que estamos vivendo em um outro país, de fantasia. Tudo que tem sido proposto pelo governo já sabemos que não vai chegar a lugar nenhum. Nós governadores já cortamos o que podíamos cortar, e continuamos fazendo isso. Só tenho dez secretarias no governo de Goiás, já fomos cortando gastos anteriormente, prevendo a crise”, disse.

Para o governador, as medidas impostas à sociedade pelo governo do PT para tentar equilibrar as contas impedem estados e municípios de investir. “O governo federal cortou créditos de todo mundo, não tem um tostão para fazer média com ninguém. Não vejo saída diante desse impasse. Não vejo possibilidade de conseguirmos avançar em nada que possa representar um fôlego para o governo federal e, consequentemente, para os governos estaduais”, completou.

 

Governo erra no ajuste fiscal, diz Serra

[caption id="attachment_11388" align="alignleft" width="300"]José Serra e Armínio Fraga José Serra e Armínio Fraga[/caption]

Também durante o Seminário, o senador e ex-governador de São Paulo, José Serra, afirmou que o governo da presidente Dilma Rousseff errou em suas recentes medidas de ajuste fiscal. “Primeiro, fixaram metas no início do ano, sem saber o que tinha acontecido no ano passado. Supuseram que o superávit seria de 0,8%. A expectativa caiu para 0,2%, 0,6% de diferença. Supuseram que a receita real fosse crescer 7,5%. Tem erros de beabá de economia”, disse.

O tucano criticou o aumento de juros, que “custou R$ 50 bilhões só no governo Dilma” e que leva “ao aumento de câmbio e mais inflação”. Ele acrescentou também que a má alocação dos recursos é um ponto crucial para se entender o estado da economia brasileira. “O problema não é dinheiro. Pode-se duplicar os 6% do Produto Interno Bruto (PIB) reservados à educação, que não vai resolver. Os problemas são de outra natureza”, considerou.
Para Serra, uma das maiores frustrações do atual sistema econômico é a lentidão do crescimento. Entre 1985 e 2015, por exemplo, o PIB aumentou 40%, ou seja, cresceu 1,4%. No mesmo período, a China cresceu dez vezes mais por habitante, e a Coreia do Sul, quatro vezes.

“Se tivéssemos um governo com legitimidade e coragem, seria um governo que entraria com crédito de confiança, com um câmbio desvalorizado. Não há crise cambial. Temos reservas muito além do que seria necessário, mas com um custo fiscal imenso”, disse.

O senador destacou ainda a importância dos acordos comerciais para melhorar a situação econômica do país. “Em treze anos de governo petista, os únicos acordos bilaterais de comércio que o Brasil fez foram com Israel, Palestina e Egito. Ainda há muito terreno pela frente, para efeitos de redução da dívida do país”, completou.

 

(Reportagem: PSDB | Fotos: Saulo Cruz)

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