Saúde
Piracicaba recebe prêmio por avanços no saneamento ambiental
19 de Outubro de 2017
O município de Piracicaba foi premiado pelos avanços em saneamento básico, durante o seminário Exemplos em Saneamento Básico - Municípios Provam ser Possível Universalizar Serviços e Reduzir Perdas de Água, promovido  pela Subcomissão Permanente de Saneamento Ambiental, ligada à Comissão de Desenvolvimento Urbano, em parceria com o Instituto Trata Brasil. O prêmio foi entregue ao prefeito Barjas Negri, que participou do painel A Universalização do Saneamento na Prática, no qual mostrou o formato adotado no município.

"Piracicaba acaba de ficar em primeiro lugar no Ranking da Universalização do Saneamento da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), estudo que avaliou 231 municípios do país com mais de 100 mil habitantes, incluindo 26 capitais, que somam 99,8 milhões de pessoas. Agora, recebemos mais esse prêmio e ficamos muitos felizes. Esses resultados são fruto de muito trabalho e investimento na área", observa Barjas. A captação e o tratamento da água em Piracicaba são feitos pelo Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae), e a captação e tratamento do esgoto são de responsabilidade da Águas do Mirante, por meio de Parceria Pública-Privada (PPP).

No seminário, o prefeito também reconheceu o trabalho feito pelas gestões passadas e pela população que sempre cobrou de seus governantes um olhar sensível para a área do tratamento da água e do saneamento básico. Uma das motivações, segundo ele, é a identificação, o carinho, o cuidado e a preocupação que os piracicabanos têm com o seu rio, para que ele esteja sempre limpo.

O seminário, que aconteceu na Fundação Getúlio Vargas, na terça-feira (17/10) foi dividido em dois painéis. O primeiro abordou a universalização do saneamento básico e analisou os exemplos de Piracicaba, Ponta Grossa (PR), Presidente Prudente (SP) e Lagoa da Prata (MG), que atingiram níveis de excelência no atendimento da população nos serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto.

Segundo dados de 2015 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, 50,3% dos municípios tinham rede de esgoto. No entanto, apenas 42,7% do esgoto coletado recebiam tratamento.
O segundo painel discutiu as experiências de Lins (SP), Cachoeiro do Itapemirim (ES), Umuarama (PR) e São Caetano do Sul (SP) na redução das perdas de água.

Segundo o Instituto Trata Brasil, a cada 100 litros de água tratada, em média, apenas 63 litros são consumidos. Os outros 37% são desperdiçados com vazamentos, ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo.

Além dos prefeitos, foram convidados para participar da discussão o secretário nacional de Saneamento Ambiental, do Ministério das Cidades, Henrique Pires, e o presidente-executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos.

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