Meio Ambiente e Sustentabilidade
Alternativas ao desmatamento da Amazônia
20 de Novembro de 2019
9762 km² de floresta foram destruídos no último ano na Amazônia brasileira. Houve aumento de 29,5% em comparação ao ano anterior, percentual que é o terceiro maior da história. Estabeleceu-se também o recorde de desmatamento nesta década. Os dados foram fornecidos pelo Inpe, por meio do sistema de monitoramento Prodes.
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Esse aumento é atribuído à atividade econômica ilegal na região. O governo estuda medidas para intensificar o monitoramento, com repasse de recursos do Fundo Petrobras. Também analisa levar mais cientistas à Amazônia, o que ajudaria na redução do desmate. São opções criativas para o curto prazo.
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O horizonte exige, no entanto, medidas mais efetivas. Um bom exemplo é a Zona Franca de Manaus. O polo industrial e tecnológico no coração do Amazonas emprega quase 90 mil trabalhadores, e suas 500 empresas tiveram faturamento de R$ 93 bilhões em 2018.
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O Amazonas desmata menos que o Pará (mineração) e o Mato Grosso (agropecuária) e quase o mesmo que Rondônia (madeireiras) – embora tenha 7 vezes o seu tamanho. A equação é simples e pode ser replicada em outros estados: quanto mais emprego há no meio urbano, menos os povos investem contra a floresta e mais teremos do tão esperado desenvolvimento sustentável.

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