Infraestrutura
Sistemas de transporte precisam de fontes alternativas de financiamento, além das tarifas, alerta o especialista Frederico Bussinger
15 de Abril de 2016
Um sistema de transportes, para atender os grandes centros urbanos nos dias de hoje, precisa levar em conta duas variáveis fundamentais: demandas e fontes de financiamento alternativas.
Na entrevista que concedeu ao Portal ITV, o especialista na área de transportes e logística Frederico Bussinger disse que, sem considerar esses elementos, a conta não fecha.
"Não basta o poder público gerir a oferta, por onde vai passar a linha de metrô, criar demandas artificiais, e depois o pessoal do transporte que se dane", diz o engenheiro Bussinger, que já foi presidente da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), um sistema que transporta diariamente cerca de três milhões de passageiros que trafegam pela grande São Paulo. É necessário localizar e dimensionar as demandas.
Quanto ao financiamento da prestação de serviços, é preciso superar o modelo de tarifas subsidiadas, diante da realidade de que o orçamento será sempre insuficiente para fazer face à demanda. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura repassa cerca de R$ 2 bilhões em subsídios por ano (dados de 2015).
Sem esses subsídios, acontece um fenômeno chamado de “canibalização do sistema”, um processo que consiste em queda da qualidade dos serviços, redução da oferta, sucateamento da frota e até extinção das rotas.
Bussinger citou como exemplo a experiência de Hong Kong, onde parte dos custos dos transportes vem de receitas imobiliárias.

Confira!
 

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