Inclusão Social
Racismo no Brasil é estrutural
30 de Setembro de 2019
O racismo no Brasil é estrutural. Negros são as maiores vítimas da violência, não conseguem alcançar postos mais altos de trabalho e estão na faixa da população com piores condições de vida. Nosso país não conseguiu dar uma resposta ao flagelo da escravidão, 131 anos depois da Abolição.

Um trabalhador negro recebe, em média, 50% menos que um branco na mesma função e com a mesma formação técnica. O IBGE mostrou que o salário médio de um negro no Brasil é R$ 1.545 contra R$ 2.924 dos brancos. Dos 12 milhões de brasileiros desempregados, 13% se declararam negros e 51,7%, pardos. Negros são 17% da população mais rica e ¾ dos brasileiros mais pobres.

Outra face do racismo é o fato de a taxa de homicídios de negros no Brasil ser duas vezes e meia superior à de não-negros. Em 2017, essa relação ficou em 43,1 assassinados para cada 100 mil negros contra 16 não-negros, segundo o Atlas da Violência produzido pelo Ipea.

Isso não se resolve facilmente. Ações afirmativas são importantes e as políticas públicas para igualdade precisam envolver várias áreas: saúde, assistência social, saneamento, cultura e, essencialmente, educação. Ensino público de qualidade é o primeiro passo para garantir que a população mais pobre, majoritariamente negra, alcance condições de igualdade com a maioria rica formada pelos brancos.

Comentários