Inclusão Social
Perfil - d. Paulo Evaristo Arns
14 de Setembro de 2016
D. Paulo Evaristo Arns
Arcebispo Emérito de São Paulo

Nasceu em Forquilhinha (SC) em 14 de setembro de 1921

Formação Universitária
Filosofia: Curitiba, 1941-1943
Teologia: Petrópolis, 1944-1947
Doutorado em Letras: Universidade de Paris (Sorbonne), em 1952, com a distinção maior, "très honorable", para a tese: La technique du livre d'après Saint Jérome

Promovido a arcebispo metropolitano de São Paulo em 22 de outubro de 1970

Criado cardeal pelo papa Paulo VI em 5 de março de 1973

Atuou como jornalista (não profissional) em São Paulo entre 1966 e 1976

Foi grão-chanceler da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) de 1º de novembro de 1970 a 22 de maio de 1998

Criou a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese em 1972

Deixou o Palácio Pio XII para morar em uma casa simples no bairro do Sumaré, zona oeste. Os US$ 5 milhões da venda do palácio foram aplicados na construção de 1200 centros comunitários na periferia de São Paulo em 1973

Sofreu a perempção da rádio da Arquidiocese, a Rádio Nove de Julho, por decreto assinado pelo então presidente Emílio Garrastazu Médici em novembro de 1973, apesar de os próprios órgãos governamentais terem elogiado a rádio dias antes

Começa a defender publicamente a anistia política em 1975


Celebrou na Catedral da Sé o culto ecumênico em memória de Vladimir Herzog, jornalista morto na tortura dos porões da ditadura militar, em 31 de outubro de 1975

Recebeu, ao lado do presidente norte-americano Jimmy Carter, título de Doutor Honoris Causa em Direito da Universidade de Notre Dame, Indiana, EUA, em 1977

Apoiou a Comissão Arquidiocesana de Pastoral dos Direitos Humanos e Marginalizados em sua ajuda à greve dos metalúrgicos do ABC, a qual foi marcada pela morte do operário Santo Dias da Silva, agente de pastoral da Arquidiocese de São Paulo. O enterro de Santo Dias foi presidido por d. Paulo, em 30.10.79

Defendeu líderes sindicais operários nas greves, em 1980

Acompanhou o papa João Paulo II em sua 1a. visita ao Brasil, em 1980

Orientou as comunidades da Arquidiocese no movimento pelas eleições diretas, com a cartilha e slides sobre Fé e Política, em 1981


Participou, como membro fundador, da Comissão Independente Internacional das Nações Unidas para Questões Humanitárias, sendo o único religioso, em todo o mundo, eleito para esta comissão, em 1981

Foi responsável, com apoio financeiro do Conselho Mundial de Igrejas e coordenação do rev. Jaime Wright, o projeto "Brasil: Nunca mais"¸ contendo informações obtidas nos arquivos militares oficiais sobre o uso institucionalizado da tortura durante o regime militar dos anos 1964-1985. O livro-resumo foi lançado em 15 de julho de 1985

Lançou o Projeto Esperança, campanha para conscientização sobre AIDS na Arquidiocese de São Paulo, em 1987

Tornou-se presidente do Comitê Latino-americano de Peritos pela Prevenção de Tortura (CEPTA), em 1987

Foi o negociador para a libertação do empresário Abílio Diniz, sequestrado por um grupo de chilenos, argentinos, canadenses e brasileiro, em 1989

Indicado oficialmente para o Prêmio Nobel da Paz de 1989

Participou de encontro interreligioso com o Dalai Lama, na Catedral da Sé, em 9 de junho de 1992

Recebeu do presidente da República Fernando Henrique Cardoso a assinatura de decreto declarando nulo o ato de perempção da Rádio Nove de Julho, em 9 de julho de 1996


Tornou-se Arcebispo Emérito de São Paulo passando a dedicar parte de seu tempo à promoção da população da Terceira Idade, em 24 de maio de 1998

Fonte: www.dompaulo.org.br

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