Saúde
Médicos pelo Brasil vai corrigir deficiência de profissionais no interior do país
07 de Novembro de 2019
Um dos orgulhos do Brasil é ter um sistema público de saúde universal, ou seja, todos os brasileiros têm o direito de usar os serviços prestados pelo nosso SUS. O problema é que, na prática, profissionais e recursos acabam não chegando às populações mais longínquas, isoladas e, por consequência, mais pobres.

O documento "Demografia Médica 2018" aponta que, apesar de o número de médicos ter aumentado mais de 600% nos últimos 50 anos, eles estão em ampla maioria concentrados nas capitais e grandes cidades. No Amazonas, por exemplo, 93,1% dos médicos estão em Manaus. Esse altíssimo índice se repete em Sergipe e Amapá; e outros nove estados têm mais de 70% dos médicos nas capitais. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Um fator central para essa desproporcionalidade, dizem especialistas, é a ausência de políticas públicas que estimulem a ida desses profissionais para as áreas mais distantes. O Médicos pelo Brasil tem o objetivo de preencher essa lacuna. O programa, que vem em substituição ao Mais Médicos, pretende recrutar 18 mil profissionais, dos quais 13 mil irão trabalhar no Norte e no Nordeste. Também vai oferecer formação em medicina da família.
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Além disso, há o reconhecimento do trabalho dos médicos cubanos que não saíram do Brasil com o encerramento do Mais Médicos. Eles serão incorporados ao novo programa, desde que, assim como os brasileiros, se submetam à prova seletiva e reconheçam seus diplomas por meio do Revalida. A novidade é que poderão manter 100% de seus salários para si - sem a imposição de dividi-los com o governo de Cuba.

Ouça AQUI o podcast Brasil no Centro sobre o programa Médicos pelo Brasil.

E confira também a entrevista com o deputado Ruy Carneiro, presidente da comissão que analisou a proposta na Câmara

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