Inclusão Social
ITV e Diversidade Tucana lançam cartilha "Direitos da Diversidade" durante primeiro encontro nacional do movimento LGBT do PSDB
02 de Dezembro de 2017
Com apoio do Instituto Teotônio Vilela (ITV), o movimento Diversidade Tucana (DT) realizou seu primeiro Encontro Nacional neste sábado (02/12), em São Paulo. Durante o evento, foi apresentada a cartilha "Direitos da Diversidade", o primeiro documento do tipo elaborado pelo PSDB. Representantes da Diversidade Tucana de vários Estados, como São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará, Natal, Piauí, Alagoas, Espírito Santo, Ceará, Goiás e Pernambuco marcaram presença no evento.

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"Agradeço muito ao ITV por ter tornado essa reunião possível. Agora temos um documento mostrando que o PSDB fala e pensa sobre diversidade. É um momento histórico. Nosso movimento já existe há mais de 10 anos e esse é o primeiro encontro nacional que conseguimos realizar, através do apoio do Instituto Teotônio Vilela. Isso é muito importante, mostra nossa força e seriedade", afirmou o presidente nacional da DT, Marcos Fernandes, na abertura do encontro.

Durante sua fala, Fernandes ressaltou o olhar e a notabilidade que os governos do PSDB sempre deram à comunidade. "Nas gestões tucanas, as políticas para a comunidade LGBT têm vez. E o Governo de SP, com Franco Montoro, foi pioneiro. Foi o primeiro que passou a proteger a comunidade LGBT e a tratar a questão da diversidade com respeito".
Sociedade plural

O presidente nacional do ITV, José Aníbal, defendeu a inclusão de representantes dos mais variados movimentos dentro do PSDB. "Vivemos em uma sociedade cada vez mais dinâmica. É preciso representar isso dentro do partido, perseverar no caminho do bom debate para que as flores possam florescer, para que sejamos cada vez mais plurais, como é a nossa sociedade", disse.

Aníbal também falou sobre o documento "Gente em Primeiro Lugar: o Brasil que queremos", uma proposta de atualização das diretrizes do PSDB, apresentado na última terça-feira (28/11), em Brasília, pelo ITV. "É preciso recuperar a narrativa do nosso partido, enfrentar os desafios, radicalizar a democracia, dar voz às minorias, focar no desenvolvimento regional, tudo isso está descrito nesse documento elaborado pelo Instituto. O debate da democracia e das diversidades sociais está no DNA do PSDB", afirmou.

O presidente do ITV disse ainda que o Instituto é "plural e universal, dialoga com todas as alas do partido" e estará sempre à disposição para colaborar na realização de encontros para discutir as mais diversas questões.

Nordeste
Em sintonia com um dos pontos do documento "Gente em Primeiro Lugar: O Brasil que queremos", que defende foco no desenvolvimento regional, a transexual pernambucana e uma das primeiras membras da Diversidade Tucana, Miriam Queiroz, pediu mais atenção do PSDB à região nordestina. "O nordeste não é do PT. É da sociedade civil. Temos que ir mais até lá, mostrar que estamos presentes e temos programa". A proposta também foi corroborada pelo presidente estadual da Diversidade Tucana no Piauí, André Santos.

Direitos da Diversidade
Rachel Macedo Rocha, vice-presidente da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da OAB/SP; Heloisa Gama Cidrin Alves, ex-coordenadora de Políticas para Diversidade do Estado de São Paulo e membro da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da OAB/SP; e Sergio Bernardo, advogado especialista em direito homoafetivo e membro da mesma comissão da OAB paulista, três dos autores da cartilha "Direitos da Diversidade", foram os responsáveis pela apresentação do documento.

Eles falaram sobre discriminação e vulnerabilidade da comunidade LGBT no Brasil, com destaque para um alarmante dado: 343 LGBTs foram assassinados no Brasil em 2016; políticas públicas e direitos LGBT; nome social (o nome pelo qual a pessoa transexual quer ser chamada); políticas do PSDB para a área, entre outros temas.
A cartilha é didática e explica, por exemplo, o que é diversidade sexual e de gênero, incluindo uma espécie de glossário da área (o que é transgênero, o que é cisgênero, etc). "É um marco para o PSDB a produção desse documento. Mostra que o partido sempre esteve atento às causas da comunidade LGBT", afirmou Heloisa Alves.

Pauta suprapartidária

O prefeito de Lins, Edgar de Souza, fez uma reflexão sobre as dificuldades que movimentos partidários de diversidade sexual enfrentam fora do âmbito ideológico de esquerda.
Segundo ele, partidos como PT e PSOL querem ter o domínio da narrativa e desmerecem qualquer iniciativa de outros partidos. "Isso é jogo de poder apenas. Não avança na luta das causas da comunidade LGBT".

O prefeito disse que a criminalização de todas as formas de LGBTfobia não avançam como deveriam por conta desse bloqueio ideológico. "O papel do PSDB é fundamental nessa travessia. Não somos só anti-petistas, combatemos o PT, mas somos muito mais do que isso. Temos uma origem social-democrata, com foco em uma ação política humana, social, de acreditar nas pessoas. É preciso mostrar isso de forma clara para a sociedade".

O deputado estadual Ramalho da Construção (PSDB-SP) também passou pelo encontro e cumprimentou a todos os membros da DT pela realização do reunião. "É uma iniciativa muito importante. Vivemos em uma sociedade diversa e movimentos como a Diversidade Tucana precisam ter cada vez mais voz. A construção de uma sociedade melhor depende de mais inclusão e discussões como essa realizada aqui ajudam muito".

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