Inclusão Social
Dia da Consciência Negra: a escravidão e o racismo estrutural no Brasil
20 de Novembro de 2019
O Dia da Consciência Negra nos traz um grave alerta: ainda temos muito a fazer se quisermos debelar o racismo histórico – e por isso, estrutural – que ainda existe no Brasil, 131 anos após o fim da escravidão. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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Os dados não mentem: negros são 17% da população mais rica e ¾ dos cidadãos mais pobres; a taxa de homicídios entre eles é 2,5 vezes superior à de não-negros; um trabalhador negro recebe em média 50% menos que um branco com o mesmo nível de escolaridade; apenas 20,5% das negras e 15,2% dos negros, entre 19 e 24 anos, estão na universidade.
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Neste cenário, uma boa notícia: os negros já são maioria nas universidades públicas brasileiras. O avanço se deve, em parte, ao sistema de cotas, que reserva 50% das vagas disponíveis no Sisu para negros ou pessoas de baixa renda. Outra parcela de colaboração está sendo dada pela universalização do ensino fundamental.
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Educação de qualidade para todos é sempre o primeiro passo para a redução das desigualdades. Mas os dados relativos à população negra no Brasil demonstram ainda a necessidade de políticas afirmativas transversais, que envolvam todas as áreas do poder público, começando por onde há as maiores deficiências: no acesso à moradia, ao saneamento, à segurança, aos serviços de saúde e aos programas de emprego. O Brasil precisa reconhecer o racismo estrutural e, assim, trabalhar de forma mais assertiva para combatê-lo.


Nesta edição do Brasil no Centro, visitamos a história brasileira para descobrir algumas das razões pelas quais o país ainda tem dados tão ruins em relação à população negra.


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