Saúde
Coronavírus: a guerra será vencida com união, responsabilidade e solidariedade
31 de Março de 2020
As aulas estão suspensas e os grandes eventos, cancelados. Servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada estão em home office. Equipes de saúde nos estados e municípios estão sendo reforçadas. Há uma lista de medidas para que a economia não entre em colapso.

Fique em casa! Lave e higienize as mãos com álcool frequentemente. Evite aproximar crianças de idosos ou de pessoas com a saúde debilitada. O Brasil segue em alerta máximo para conter o coronavírus. O surto ainda não atingiu seu pico no país e a hora de agir é agora: o poder público e a população precisam assumir suas responsabilidades.

Definitivamente não é para que todos entrem em pânico. Mas é verdade que não podemos adiar medidas simples, que exigem disciplina. É hora de bom senso. Seguir as recomendações das autoridades de saúde não é frescura. A epidemia de coronavírus não é fantasia, e a doença mata. Mas pode ser evitada.

Confira algumas medidas importantes:
1. Se você não tem sintomas da doença ou não tem problemas crônicos de saúde, não precisa usar máscaras. Mas deve lavar e higienizar as mãos com álcool 70% frequentemente. E não compartilhe objetos como canetas, toalhas, copos e talheres.

2. Também não precisamos (e nem devemos) estocar alimentos. Pense que se faltar produto no supermercado, o preço pode ficar muito alto para aqueles de menor poder aquisitivo. É a lei da oferta e demanda.

3. As crianças não irem para a escola é medida acertada. Elas têm muita facilidade para adquirir o vírus, mas ficam assintomáticas e, fora do isolamento, podem contaminar outras pessoas. Portanto, está errado deixá-las com os avós. Os idosos estão no grupo de risco da COVID-19, porque, para eles, a taxa de letalidade da doença é maior, podendo chegar a 15%.

4. Procure informações seguras sobre a Covid-19 e evite compartilhar notícias sobre as quais não há confirmação. As fake news apenas aumentam o pânico e induzem a atitudes equivocadas na prevenção e tratamento da doença. A melhor forma de se informar é procurar veículos que tenham fontes qualificadas para falar sobre a questão, de preferência, o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de saúde.

5. Empresas e serviço público estão permitindo o home office. Aproveite e faça o que é o mais importante agora: fique em casa!

"Estamos em uma situação que não é de pânico, mas essas regras precisam ser observadas. É importante que as famílias se organizem, façam revezamento para sair, ir ao mercado e, em hipótese alguma, deixem as crianças com os avós. Este é o grupo que queremos proteger", reforça o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, José Henrique Germann.

Ao lado o infectologista David Uip, um dos mais experientes do país, Germann coordena o Centro de Contingência do Coronavírus no estado. Em ação desde o início de fevereiro, o centro é responsável por planejar e executar as medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.

Trabalho dos gestores
Crises exigem respostas rápidas. Em todo o país, gestores estão adotando medidas para mitigar os efeitos negativos da pandemia. Do Ministério da Saúde às menores prefeituras, a grande maioria tem se empenhado em preservar a população.

São medidas restritivas e que terão enorme impacto na economia. Mas são necessárias neste momento para evitar um pico elevado de contaminação e, como consequência, um colapso no sistema público de saúde, que não tem capacidade para atender um grande número de casos graves em UTIs. Sobretudo, o esforço é para evitar a perda de vidas.

"A primeira questão é solidariedade. Precisamos estar mais integrados na cooperação. Reduzir o fluxo de pessoas nas ruas ajuda a reduzir a velocidade de espalhamento do vírus, e isso vai manter a capacidade de atendimento do sistema de saúde. Essa é a nossa preocupação", afirmou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Ação integrada, respostas eficientes
Os gestores também estão adotando ações que trazem soluções positivas para a crise, dispondo de recursos públicos ou firmando parcerias importantes com a iniciativa privada. Em São Paulo, o governador João Doria tem procurado pessoalmente os empresários para ampliar a oferta de leitos em hospitais e equipamentos para diagnóstico e tratamento dos contagiados.

A ação integrada com as prefeituras e com outros governos também tem permitido dar respostas mais eficientes aos cidadãos, especialmente, aos mais vulneráveis. A construção de hospitais de campanha na capital paulista é um exemplo. A Prefeitura Municipal vai utilizar as estruturas do estádio do Pacaembu e do complexo do Anhembi para montar 2000 leitos equipados para atender os casos menos complexos de contágio pelo Covid-19.

Profissionais da saúde
Por fim, no cenário de isolamento social, adoecimento e insegurança, alguns se sobressaem para além daqueles que detêm o comando, a chave do cofre e o poder de decisão. No caso da epidemia de Covid-19, podemos citar os profissionais da saúde e aqueles que cuidam da limpeza.

Além de se desdobrarem em hospitais e postos de atendimento, eles também se engajaram na tarefa de informar e tranquilizar a população. "Estamos aqui por você. Fique em casa", dizem, em campanha que ganhou as redes sociais. Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e tantos outros profissionais dessa área merecem respeito e agradecimentos.

União e responsabilidade
Vencer a guerra contra o coronavírus é missão para todos. Somente unidos, cada um fazendo a sua parte, governantes e sociedade conseguirão passar por esse momento com mais segurança e com o menor dano social e econômico possível.

Na contenção do surto, serenidade, disciplina e atenção às orientações das autoridades de saúde se mostram eficientes. Cumprir o que está sendo determinado é uma questão de responsabilidade consigo e com a coletividade.

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