Gestão Eficiente
Soluções do mundo contemporâneo dependem ainda mais do avanço do conhecimento, afirma Celso Lafer
07 de Novembro de 2016

“Sem o avanço do conhecimento você não lida com os problemas do mundo contemporâneo. O valor agregado do conhecimento é o que diferencia São Paulo não só do Brasil, mas do mundo como um todo. São Paulo tem o hard power e o soft power do conhecimento. O que é uma força de atração”, declara Celso Lafer, ex-ministro das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e presidente por oito anos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O intelectual esteve à frente da instituição, uma das mais bem sucedidas e administradas do país, entre 2007 e 2015.


A fundação é essencial para o Estado de São Paulo como produtora de conhecimento e se destaca por um sistema diferenciado de gestão que dá prioridade ao rigor e à previsibilidade de recursos, pontualidade, independência e mérito. O Estado de São Paulo destina 1% de sua receita tributária à Fapesp, que hoje apoia 4.268 auxílios de pesquisa, 8.228 bolsas de estudos no Brasil e 893 bolsas de estudos no exterior. Com isso, responde por metade da produção de conhecimento científico de todo o Brasil – o país ocupa a 13ª posição no ranking mundial. O primeiro lugar é dos Estados Unidos, seguido de China e Reino Unido. 


Em entrevista ao Portal do ITV, Celso Lafer mostra a importância da Fapesp não só para São Paulo, mas para todo o Brasil e para a inserção do país na comunidade científica internacional. Com ampla experiência na área, Lafer conta sobre a formação da Fapesp e traduz o que ela faz, por que faz e as razões do valor de suas atividades. O respaldo dado à instituição pelas gestões do PSDB no estado, assim como a importância dada à boa gestão dos recursos e à meritocracia, são fundamentais para se entender o sucesso da Fapesp no fomento à pesquisa científica.


Lafer ainda destaca uma das principais singularidades da Fapesp: a abertura da instituição para o campo das ciências humanas. Assunto complicado, segundo ele, já que o pessoal das hard sciences tem certa dificuldade em lidar com as ciências humanas. “Pesquisa em ciências humanas não é fruto de intuição, de inspiração, mas é um trabalho que tem que ser organizado, produzir resultados, explicar uma metodologia”, diz. A ciência, a pesquisa e a inovação, em todas as suas dimensões, devem ser compreendidas, de acordo com Lafer, como capacidades que garantem a sustentabilidade do país e a previsibilidade de seu futuro.


Confira a entrevista.

 

 

Comentários