Gestão Eficiente
Privatizações poderiam reduzir dívidas de MG, RJ e RS pela metade, revela estudo da Fitch
31 de Janeiro de 2017

Um estudo realizado pela agência de classificação de risco Fitch revela que Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul – três dos estados em situação econômica mais delicada em todo o país – teriam suas dívidas com instituições financeiras reduzidas pela metade caso privatizassem suas principais estatais. As informações são de matéria do jornal Valor Econômico desta segunda-feira (30), que também revela que os débitos financeiros somados desses estados chegam a R$ 70 bilhões, enquanto o valor patrimonial de suas nove maiores empresas públicas é de R$ 34 bilhões.


O economista e deputado federal Adérmis Marini (PSDB-SP) acredita que o levantamento da Fitch mostra o acerto da postura do PSDB ao defender um Estado mais enxuto e focado em atender a população nas áreas essenciais. Para o tucano, as privatizações são uma importante opção para ajudar a resgatar a saúde financeira dos estados que vivem mais intensamente a crise econômica que assola todo o país.


“O Estado mostrou que é ineficiente para gerir uma série de ações e muitas vezes está deixando em falta a parte de educação, saúde, segurança, que é o básico”, ressaltou o tucano. “Essa é uma bandeira que o PSDB mostrou que era necessária, e agora esses três estados que estão em condições financeiras muito difíceis mostram que a política do PSDB estava correta. Uma política de saneamento de contas públicas depende de você diminuir o tamanho do Estado para focar naquilo que é essencial para o cidadão”, acrescentou.


O parlamentar paulista também destacou a boa situação das contas públicas de São Paulo, estado administrado pelo tucano Geraldo Alckmin, que mesmo em meio à recessão fechou o ano de 2016 com um superávit primário de R$ 1,5 bilhão. Para Marini, o dado comprova que as medidas adotadas pelo PSDB para a gestão pública são bem-sucedidas.


“São Paulo é um oásis nessa situação. Isso mostra que a gestão do PSDB é eficiente, com responsabilidade com as contas públicas, que não atrasa pagamento de funcionário público, e fechando inclusive com superávit. Isso mostra a responsabilidade do governador Geraldo Alckmin e os governos do PSDB”, afirmou o deputado.


Como destaca a reportagem, entre os três estados, o Rio Grande do Sul é a unidade federativa com o maior número de ativos que poderiam ser privatizados, com seis empresas estatais citadas pelo estudo da Fitch. Na sequência, aparecem Minas Gerais, com duas empresas, e o Rio de Janeiro, com apenas uma.


No caso do governo de Minas Gerais, que é administrado por Fernando Pimentel (PT), as empresas destacadas como potenciais alvos de privatização são a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), que juntas somam um patrimônio líquido de R$ 20,12 bilhões.


O deputado federal Caio Narcio (PSDB-MG) acredita que, no caso mineiro, as privatizações de nada adiantarão caso não haja uma boa gestão dos recursos públicos por parte do governo estadual. Na visão do tucano, tanto a Cemig quanto a Copasa são empresas que vivem boa situação financeira e que não deveriam ser repassadas à iniciativa privada apenas para cobrir os erros cometidos pela administração petista.


“A Cemig e a Copasa são empresas superavitárias. O que acontece aqui [em Minas Gerais] é que a gestão do governo atual é muito ruim, a crise está em todo lugar. Então não adianta privatizar as empresas para poder solucionar a dívida se eles não fazem a gestão para organizar. Vendem [as estatais] e daqui a pouco têm a mesma dívida de novo. O que precisa ter é coordenação de gestão. A curto e médio prazo, se eles continuarem administrando da maneira como estão fazendo, inclusive com as empresas públicas, a Cemig e a Copasa não vão estar mais saudáveis”, advertiu Narcio.

LEIA AQUI a matéria do Valor Econômico sobre o estudo. 

(*) Do site do PSDB 

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