Gestão Eficiente
Mansueto Almeida defende critérios mais rígidos para nomeação de gestores dos fundos de pensão
19 de Maio de 2016
O rombo acumulado nos quatro principais fundos de pensão de estatais brasileiras - Correios (Postalis), Petrobras (Petros), Caixa Econômica Federal (Funcef) e Banco do Brasil (Previ) - ultrapassou R$ 46 bilhões no último ano. O relatório da CPI dos Fundos de Pensão, aprovado em abril, pediu indiciamento de 146 pessoas por suspeita de fraudes e outras infrações administrativas nessas instituições. E a conta do rombo - atribuída à má-gestão e a aplicações mal sucedidas - já começou a ser paga pelos associados.

"Isso é de fato um problema que pode ser atribuído ainda à recessão econômica. Houve uma queda grande no valor da bolsa do Brasil. E uma parte substancial dos fundos é aplicada no mercado de ações. Quando o mercado despenca, a rentabilidade desses fundos também despensa", explica o economista Mansueto Almeida, novo secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda.

Em entrevista ao Portal do ITV, ele defendeu o projeto de lei (PLS 388/15) que estabelece novas regras para a gestão dos fundos das estatais. O objetivo da proposta, apresentada pelo Senador Aécio Neves e já aprovada pelo Senado, é dificultar a influência de partidos políticos na indicação dos dirigentes dessas entidades e estabelecer mecanismos para uma gestão mais transparente e profissional dos fundos de pensão.

Confira o que diz Mansueto sobre a questão.




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