Gestão Eficiente
José Aníbal defende prioridade para projetos que reduzam gastos públicos
19 de Julho de 2016

O presidente nacional do Instituto Teotônio Vilela, senador José Aníbal (PSDB-SP), defendeu que o Congresso Nacional priorize os projetos que reduzam os gastos públicos. Em entrevista ao programa “Senado em Revista” da Rádio Senado, ele demonstrou preocupação com a falta de investimentos em áreas essenciais devido ao alto custo dos poderes Legislativo e Judiciário.


Aníbal disse que, apesar do descaso com as contas públicas deixado pelo governo da presidente afastada, Dilma Rousseff, já é possível perceber uma melhora dos indicadores econômicos, na credibilidade e no otimismo dos brasileiros com a gestão de Michel Temer. O senador ressaltou, também, a urgência no controle das dívidas do país.


“Há um desejo intenso dos brasileiros em recuperar a esperança. A inflação já está um pouco menor, mas ainda não chegamos na questão central que é o emprego. Isso deve ser o mote, a razão de uma ação mais produtiva no parlamento a partir do afastamento definitivo da presidente. Eu espero que se recupere a ideia de que as contas públicas têm que estar dentro daquilo que se arrecada”, disse.


Ainda sobre os gastos do governo, o senador defende a ideia de que o limite no crescimento dos gastos públicos seja equivalente à inflação do ano anterior. Aníbal disse que os gastos com o Legislativo e com o Judiciário são “muito caros” e acredita ser possível diminuir as despesas sem prejudicar a qualidade dos serviços prestados.


“O Judiciário consome quase 2% de toda a riqueza produzido no Brasil. Deve dar mais de R$ 100 bilhões por ano. É muito dinheiro.  (…) O parlamento não pode ser uma casa de gestão dos interesses dos que são proprietários dos meios de produção ou daqueles que fazem parte de corporações poderosas”, afirmou.


Endividamento


Segundo o senador, a dívida do Brasil girava em torno de 42% do PIB (Produto Interno Bruto), mas o valor “explodiu” de 2014 para cá. Hoje, os débitos equivalem a quase 70% do que é produzido no país e podem chegar a 90% em 2018. “Isso não é bom. O Brasil precisa produzir mais, gerar mais riquezas, combater as desigualdades. O parlamento precisa ter mais compromisso em resistir às corporações. Nosso país tem muita condição de recepcionar novos investimentos”, explicou.


Ao fazer uma avaliação do período que está substituindo o senador José Serra (PSDB-SP) no Senado, o tucano classificou de “intensos” os dois primeiros meses em que está no Congresso.


O senador afirmou que, independentemente do resultado do processo de impeachment de Dilma Rousseff em curso no Senado, a reforma da Previdência, o teto no crescimento das despesas, os regramentos políticos sobre tudo no que se refere à cláusula de barreira, fim das coligações proporcionais e o voto distrital são compromissos do Congresso Nacional ainda para este ano.

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