Executiva nacional do PSDB prorroga mandato de Aécio Neves e demais integrantes até 2018
16 de Dezembro de 2016

Com o objetivo de manter a unidade do partido, neste momento de crise econômica e política, a Executiva Nacional do PSDB decidiu prorrogar o mandato do seu presidente Aécio Neves e demais integrantes até maio de 2018. O senador José Aníbal também permanecerá na presidência do Instituto Teotônio Vilela até esta data. 


A decisão foi aprovada por ampla maioria e contou com o voto por escrito do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, presidente de honra do PSDB, e a manifestação expressa de 22 diretórios estaduais.


“O PSDB precisa mais do que nunca da união de seus líderes que, espero, na ocasião oportuna estarão também em torno de quem, em 2018, tiver melhores condições de apoio eleitoral e político pra levar o Brasil adiante”, defendeu Fernando Henrique em voto por escrito.


A prorrogação de mandato da Executiva Nacional está prevista no Estatuto do PSDB e já foi adotada em pelo menos quatro ocasiões diferentes. Entre os presidentes que tiveram seus respectivos mandatos prorrogados estão: Teotônio Vilela, José Aníbal, Tasso Jereissati e Sérgio Guerra.


A decisão da Executiva Nacional se estende também aos mandatos dos diretórios estaduais, salvo aqueles que se manifestarem contrários à prorrogação aprovada. As convenções dos diretórios municipais estão mantidas para maio de 2017, mas os novos mandatos terminarão em maio de 2018.

“Foi uma decisão de ampla maioria dos membros do partido. A direção nacional do partido foi provocada por 22 diretórios estaduais, na verdade, seguindo algo que se transformou quase que numa tradição no PSDB: a prorrogação, por mais um ano, dos mandatos da direção do partido. Portanto, os mandatos que findariam em maio de 2017 estão prorrogados já até maio de 2018”, afirmou Aécio em entrevista coletiva.


O senador também ressaltou a importância da unidade do partido, sobretudo no apoio ao governo de transição de Michel Temer, que enfrenta a mais grave crise econômica do país. “Isso retira da pauta, da agenda de 2017, qualquer tipo de disputa ou de desentendimento dentro do partido em um ano que, sabemos, extremamente delicado, com uma agenda econômica a enfrentar e o PSDB com a responsabilidade que tem em conduzir essa agenda. Em todas as eleições presidenciais, sem exceção, caminhamos juntos, não houve sequer disputa em convenção e não acredito que isso ocorrerá. A partir de 2017, acho que vai amadurecer dentro do PSDB o sentimento de quem é aquele companheiro que tem as melhores condições para disputar e vencer as eleições. E é em torno desse companheiro, eu espero, que o partido esteja absolutamente unido”, disse Aécio. 

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