Eleições
Tucanos destacam eleição de Rodrigo Maia na Câmara e ressaltam pautas para retomada do crescimento
02 de Fevereiro de 2017

Com apoio do PSDB, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito, em primeiro turno, presidente da Câmara dos Deputados para o biênio 2017-2018, com 293 votos. O partido compõe o bloco formado por 13 legendas, que declararam apoio ao parlamentar que vinha presidindo a Casa desde julho do ano passado, em substituição ao ex-deputado Eduardo Cunha, eleito para o biênio 2015-2016.


 A bancada tucana comemorou o resultado. Para os deputados, a vitória de Maia mantém o equilíbrio na Câmara para a condução de pautas importantes para o país, como as diversas reformas propostas pelo governo federal.


“A reeleição de Rodrigo Maia é importante para continuarmos com a pauta de recuperação do país. Foi um resultado expressivo, em um processo foi democrático, no qual todos aqueles que disputaram foram à tribuna falar suas ideias”, destacou o deputado Daniel Coelho (PE). O parlamentar lembrou que Maia era o candidato que tinha o maior apoio dos partidos integrantes da base do governo Temer.


Legislação trabalhista
Em seu discurso antes da eleição, Maia defendeu a independência entre os três poderes e criticou os questionamentos na Justiça para decidir sobre questões relativas à Câmara dos Deputados. O presidente reeleito defendeu a discussão das reformas e disse, logo após eleito, que pretende instalar a comissão especial da reforma trabalhista, indicando como relator o deputado Rogério Marinho (RN). Para reforma da Previdência, defendeu o debate e a transparência e disse esperar que ela seja concluída até o meio do ano.


 O deputado Marcus Pestana (MG) afirmou que os interesses da sociedade passam diretamente pela Câmara. “Temos agenda ousada, polêmica, complexa, e o Brasil encontra-se à beira do abismo. Tivemos melhoria na inflação, uma queda dos juros, mas ainda é pouco. Temos grandes reformas a fazer em 2017: previdenciária, modernização do mercado de trabalho, tributária. O Brasil está namorando com o caos, e a eleição de Maia estabelece a calma necessária. Com ele [Rodrigo Maia], parlamentar experiente e de espírito público, temos todas as condições de dialogar”, garantiu. 


 Já o deputado Nilson Leitão (MT) destacou que, após as turbulências vividas em 2015 e 2016, começar o ano de 2017 com uma vitória folgada para a presidência da Câmara e, consequentemente, para vice-presidente da República, já que o comandante da Casa acumula essa função, foi fundamental. “Pelo bem do país precisamos dessa tranquilidade e segurança. A eleição do Rodrigo Maia nos dá essa segurança. Terminamos um ano melhor do que iniciamos e, agora, vamos dar continuidade a esse equilíbrio, passando confiança à população para que o Congresso possa fazer as mudanças que precisa”.


O deputado Paulo Abi-Ackel (MG) disse estar otimista. “Há uma articulação muito melhor agora do que nos tempos de governo petista. Estou animado com a possibilidade de votar as reformas, uma pauta de interesse da sociedade. Nos últimos anos, a atividade era quase que de chancelar o interesse do Executivo. Agora vemos a possibilidade de o Legislativo ter uma importância muito maior nas decisões do que nos tempos de Dilma”, apontou.


 Para o deputado Rocha (AC), o grande desafio de Maia e de todos os congressistas é tocar as pautas positivas. Ele destaca a necessidade de contemplar a área de segurança pública, que neste início de ano se mostrou completamente deficitária, além das reformas estruturais.  O deputado afirma que a Câmara, como casa do povo, terá que ouvir a população, pois não dá para fazer as mudanças que o Brasil precisa sem ouvir a sociedade. Na avaliação do parlamentar, 2017 tem tudo para ser o ano das reformas.


Por sua vez, o deputado Vanderlei Macris (SP) chamou atenção para a fase transitória em que o país se encontra. De acordo com ele, o Parlamento deve dar sustentação a esse processo de transição de um governo que destroçou a economia nacional para uma nova fase, de recuperação nacional.


 “A eleição da nova composição da Mesa Diretora foi tranquila e vai dar a legitimidade que o presidente da República precisa para promover as grandes reformas. O governo de transição precisa entregar para o próximo presidente eleito uma série de medidas que já começaram a ser tomadas. Com um presidente na Câmara afinado com essa mudança, daremos uma resposta à sociedade com essas reformas necessárias”, destacou.


Impasse resolvido
A candidatura de Maia chegou a ser contestada na Justiça pelos deputados que também concorriam à Presidência da Câmara, mas uma decisão liminar do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de quarta-feira (1º) permitiu que ele participasse da disputa.


 O argumento apresentado ao STF era de que a Constituição e o regimento interno da Câmara proíbem a reeleição na mesma legislatura. Mas, o magistrado acatou o entendimento da defesa do parlamentar de que Maia foi eleito em julho de 2016 apenas para um mandato-tampão de seis meses, devido a renúncia do ex-presidente Eduardo Cunha.


Passado o impasse, Maia venceu os outros cinco candidatos que estavam na disputa: Jovair Arantes (PTB-GO), Luiza Erundina (PSOL-SP), Júlio Delgado (PSB-MG), André Figueiredo (PDT-CE) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ). No total, votaram 504 dos 513 deputados. 

(*) do PSDB na Câmara 

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