Educação
Tucanos presidem comissões de Educação, Relações Exteriores e Defesa da Mulher
24 de Março de 2017
Neste ano legislativo, o PSDB vai presidir três comissões permanentes na Câmara dos Deputados: Bruna Furlan (SP) foi eleita para comandar a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN); Caio Nárcio (MG) ficará à frente da Comissão de Educação (CE); e a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CMulher) será presidida pela deputada Shéridan (RR).

Ao tomar posse, Bruna Furlan defendeu o engajamento da sociedade civil nos assuntos de Política Externa e Defesa. "A sociedade precisa expressar o que espera dos seus diplomatas e militares; e esse debate nós enfrentaremos aqui, de forma suprapartidária e no mais alto nível", afirmou a deputada, que exerce seu segundo mandato e já foi vice-presidente da CREDN em 2015.

Diante da grande responsabilidade de comandar um dos colegiados mais importantes da Casa, Bruna disse que atuará para honrar cada voto, com uma gestão democrática e que chegue ao final com a sensação de dever cumprido. No ano passado, a parlamentar presidiu a Comissão Especial que discutiu a nova Lei de Migração, aprovada pela Câmara e em tramitação no Senado. Atualmente, comanda a Comissão Especial sobre Tratamento e Proteção de Dados Pessoais.

Brasil com projeção internacional
"Os desafios que temos pela frente fazem jus ao tamanho deste país e da sua importância na cena internacional. O Brasil não pode abdicar de sua projeção, sua influência e sua presença nas grandes decisões, sejam elas políticas, humanitárias, e/ou comerciais", afirmou.

Para a deputada, as relações internacionais do país passam pelo resgate do Itamaraty - hoje comandado pelo tucano Aloysio Nunes - como principal formulador e executor da Política Externa e o fortalecimento da presença brasileira no exterior "na resolução de conflitos, nas principais negociações comerciais, sem esquecermos o nosso papel e a nossa responsabilidade nos temas que dizem respeito às questões de caráter humanitário, como aqueles que tocam aos refugiados e aos migrantes, por exemplo".

Educação como fator de mudança
Caio Narcio (MG) disse que pretende imprimir um ritmo firme de trabalho na Comissão de Educação, de modo que o colegiado possa dar sua contribuição no sentido de promover avanços à educação no país.

Na avaliação do deputado, a educação é o grande desafio do Brasil. "Se quisermos construir uma grande nação, temos que passar necessariamente pela educação. Sabemos dos enormes desafios desde a educação básica até a expansão do ensino superior e, por isso, temos que conduzir o trabalho com serenidade, mas imprimindo um ritmo duro e pesado para darmos resultados efetivos. A educação é fundamental para as mudanças que o país tanto precisa", garantiu o presidente.

O tucano exerce seu primeiro mandato na Câmara e tem dado atenção especial à área da educação desde que chegou ao Congresso Nacional em 2015. Aos 30 anos de idade, o jovem parlamentar assume a Comissão de Educação depois de já ter sido presidente do Diretório Central dos Estudantes da PUC-MG e do Conselho Universitário de Minas Gerais, além de presidente da Juventude Estadual do PSDB.

A Comissão de Educação delibera a respeito de assuntos como as políticas públicas, recursos humanos e financeiros do setor. No ano passado, por exemplo, a reforma do Ensino Médio foi um dos temas debatidos pelos deputados, com intensa participação dos tucanos. Neste ano, o novo presidente prevê que o debate será extenso e envolverá diversos temas concernentes à área. "Vamos caminhar para poder ter uma pauta de ajustes. É importante que a gente defina, por exemplo, como vai ser feita essa questão dos campi avançados de universidades que estão sem sede, alguns sem estrutura para funcionamento, como vamos fazer com a questão dos investimentos para a educação básica, na questão do FIES, do plano Nacional da Educação, e tantos outros temas", avalia Caio.

Prioridade para demandas femininas nas reformas
As prioridades da deputada Shéridan (RR) à frente da Comissão de Defesa do Direitos da Mulher (CMulher) serão as demandas do público feminino nas reformas política e previdenciária. O Brasil ainda vive um momento de muita desigualdade, sobretudo social, em relação ao espaço da mulher, acredita a tucana. A questão afeta inclusive o Congresso, cuja bancada feminina não chega a 10% das cadeiras. "Me sinto muito orgulhosa em saber que, das três comissões lideradas pelo PSDB, duas são presididas por mulheres. Infelizmente, ainda é um grande desafio da sociedade eleger mais mulheres para estarem aqui", completou.

A parlamentar adianta que já existem demandas da comissão relacionadas às reformas política e previdenciária. Inicialmente, o colegiado deve discutir essas pautas, que já se encontram em tramitação na Casa. "A causa da mulher não se restringe ao sexo feminino, é uma causa da família brasileira", explicou Shéridan.

A CMulher foi instituída em 2016 e realizou no seu primeiro ano uma série de atividades. Foram apreciadas 33 proposições (entre principais e apensadas) e 34 requerimentos e realizadas 33 reuniões e outros eventos, como audiências públicas, seminário, mesa redonda, exposição de arte e a entrega do diploma Carlota Pereira de Queirós.

(*) Do PSDB na Câmara

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