Educação
Primeira infância como prioridade
19 de Setembro de 2019
O STF validou acordo para que recursos do fundo da Petrobras fossem destinados a áreas prioritárias, entre elas, a educação infantil, que vai receber R$ 1 bilhão. Antes tarde do que nunca. A falta de recursos é apontada como o maior entrave às prioridades estabelecidas, ainda em 2014, pelo Plano Nacional de Educação (PNE): universalizar o ensino na pré-escola até 2016 e matricular 50% das crianças entre 0 e 3 anos nas creches até 2024. Só que 5 anos depois, o país não tem nem uma coisa, nem outra.

O atendimento escolar de 4 a 5 anos chegou a 92% das crianças; e as matrículas em creches a apenas 32,7%. Enquanto 2 milhões de crianças na primeira infância ainda precisam de vagas, apenas para se chegar ao cumprimento da meta, 960 creches inacabadas estão com obras paralisadas desde 2015.

É evidente que, nesses casos, a fiscalização deve agir com mais eficiência. Mas o mais urgente é adotar verdadeiramente a Primeira Infância como prioridade. A falta de creches afeta com mais força as famílias pobres. Há um roteiro que precisa ser interrompido, pois criança sem creche é mãe sem emprego. Criança pobre sem educação é criança com futuro comprometido. É pobreza gerando mais pobreza.

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