Educação
Deputados tucanos atacam cortes no orçamento de instituições federais de ensino
09 de Maio de 2019
Deputados federais do PSDB demonstram preocupação com o anúncio de corte no orçamento das universidades e institutos federais feito pelo Ministério da Educação (MEC). Os parlamentares questionam a decisão e estão em diálogo com o governo para tentar reverter os cortes.

O presidente da Comissão de Educação, deputado Pedro Cunha Lima (PB) disse que não houve estudo para definir os cortes. Para ele, não há justificativa para a redução no orçamento.

"Sou obcecado pela primeira infância - pela creche, pela educação básica. Mas o dinheiro que falta no ensino básico não é o dinheiro que sobra na universidade. Essa tese de que falta na creche o dinheiro que existiria em excesso nas universidades é uma forma errada e simplista de abordar o problema. Não existe essa dicotomia entre ensino superior e educação básica. É preocupante ver o ministro sustentando uma tese como essa", observou.

O anúncio de corte de 30% no orçamento das instituições ocorreu depois das reações críticas ao corte da verba de três universidades que tinham sido palco de manifestações públicas: Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade Federal Fluminense (UFF, na foto).

Ao visitar o Instituto Federal de Rondônia (IFRO), em Porto Velho (RO), a deputada Mariana Carvalho (RO), onde ouviu as preocupações dos alunos em relação à medida. Em nota, o IFRO informou que a medida atinge e limita o funcionamento das suas 11 Unidades e seus 143 Polos de EaD (educação a distância), com prejuízo à oferta de educação pública, gratuita e de qualidade. Diversas unidades se manifestaram no mesmo sentido.

"Não podemos deixar que esse corte afete os nossos estudantes. Fiz meu compromisso com eles e vamos cobrar uma revisão desse posicionamento. O ministro virá a Comissão de Educação e não terá como fugir desse assunto. Essa decisão foi unilateral e não condiz com a educação pela qual temos trabalhado", ressaltou Mariana.

A deputada federal Shéridan de Oliveira (RR) afirmou que o governo não demonstrou critérios em relação aos cortes e ressalta que o contingenciamento de recursos vai afetar o funcionamento das instituições de ensino.

"Educação é e deve ser uma questão prioritária e não pode estar sob ameaça de falta de recursos ou atenção especial seja do governo que for. Vamos continuar lutando para impedir que medidas ultrajantes aconteçam em nosso país".

Com informações do PSDB na Câmara.
Já o deputado Paulo Abi-Ackel (MG) lembrou que não há progresso sem educação. Segundo ele, o Brasil ainda enfrenta uma crise econômica, mas isso não justifica cortar recursos na área da educação. "As universidades são os celeiros de intelectuais que podem projetar o Brasil no cenário internacional, ajudando também a enfrentarmos nossos problemas internos".

Na avaliação de Daniel Trzeciak (RS), trata-se de uma triste notícia. "Com a educação não se brinca. Apoio um ensino superior de qualidade, porque é ele que injeta na economia o ânimo necessário para o desenvolvimento. Cuidar bem do nosso patrimônio intelectual é projetar um futuro qualificado, é gerar cidadania plena para a nossa população".

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