Saúde
Autismo e inclusão
09 de Outubro de 2019
Nesta semana, o Brasil conheceu a história do pedreiro Joilson Santos, de Feira de Santana (BA). Por amor às filhas Isabele e Iasmin, diagnosticadas com transtorno do espectro autista, ele passou a frequentar aulas de ballet para ajudar no desenvolvimento das garotas. O próximo passo, diz ele, é encontrar uma escola que esteja apta a receber as filhas - barreira que dificulta a vida de milhares de famílias brasileiras e que, infelizmente, não depende apenas da boa vontade e do amor dos pais.

Embora o número matrículas de alunos com transtorno do espectro autista tenha aumentado nos últimos anos, também por força de lei aprovada em 2012, muitos desafios ainda precisam ser vencidos. Nenhuma escola, pública ou particular, pode recusar a matrícula, mas é preciso ir além da presença em sala de aula. É preciso promover a verdadeira inclusão, com adaptação de conteúdos, formação de professores e combate ao bullying.

Segundo dados do CDC (Center of Deseases Control and Prevention), há um caso de autismo em cada grupo de 110 pessoas. Estima-se, portanto, que o Brasil possua cerca de 2 milhões de autistas que, além da barreira educacional, sofrem para encontrar diagnóstico e tratamento adequado. Na maioria das vezes, perdem a batalha para a falta de profissionais preparados para lidar com o transtorno, especialmente na rede pública de saúde. 

(Foto: Marina Silva / Jornal Correio)

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