Economia
Perfil técnico da equipe econômica do governo Temer resgata credibilidade perdida do Brasil, avaliam tucanos
17 de Maio de 2016

Brasília (DF) – Os nomes escolhidos para a equipe econômica do presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), foram bem recebidos pelo mercado financeiro graças ao seu perfil técnico. Nesta terça-feira (17), foi confirmado como novo presidente do Banco Central o economista Ilan Goldfajn. Para a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, o escolhido foi Mansueto de Almeida. Já para o comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o nome indicado foi o da economista Maria Silvia Bastos Marques. As informações são de reportagem publicada pela Folha de S. Paulo.


Para o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), e os deputados federais Rodrigo de Castro (PSDB-MG) e Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), as escolhas resgatam a credibilidade econômica que o Brasil perdeu.


“Nós já notamos uma melhora muito grande na representatividade, no preenchimento dos quadros ligados à área da Fazenda. Isso demonstra preocupação do novo presidente com recolocar o Brasil nos trilhos, com as boas práticas econômicas”, avaliou Rodrigo de Castro.


O parlamentar destacou que a economia brasileira vive hoje em um “território de terra arrasada”, com uma crise sem precedentes, as dívidas pública e interna chegando a níveis astronômicos e o alto endividamento das principais companhias brasileiras, o que deixa pouca margem para manobras.


“O principal ativo que esse governo deve resgatar é a credibilidade. Esse é o ativo fundamental da nossa economia. Com o resgate da credibilidade, o governo já começa a atender uma mudança de humor do empresariado, dos agentes econômicos, o que pode facilitar a saída do Brasil dessa terrível crise em que o PT nos mergulhou”, disse.


O líder do PSDB na Câmara destacou a indicação de Maria Silvia Bastos Marques para o comando do BNDES. Ex-diretora do banco, a economista já ocupou a presidência da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e comandou a secretaria de Fazenda da Prefeitura do Rio de Janeiro. Será a primeira mulher a ocupar a principal instituição de financiamento de infraestrutura e de longo prazo no país. Os ativos do BNDES somam quase R$ 1 trilhão.


“Maria Silvia terá a oportunidade de abrir a caixa preta do banco, que serviu nos governos do PT, de Lula e Dilma, para agradar empresários amigos do rei e países ideologicamente alinhados com os petistas, como Cuba, Venezuela e ditaduras na África”, afirmou Imbassahy.


Credibilidade retomada


O deputado Raimundo Gomes de Matos ressaltou que as nomeações de Ilan Goldfajn e Mansueto de Almeida trazem ao governo brasileiro a credibilidade que os nomes dos dois economistas já têm no mercado financeiro.


Goldfajn já foi diretor de Política Econômica do Banco Central no mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e no início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2000 e 2003. Economista-chefe e sócio do Itaú Unibanco, atuou em organizações internacionais como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização das Nações Unidas (ONU).


Já Mansueto de Almeida foi técnico de Planejamento e Pesquisa do IPEA, coordenador-geral de Política Monetária e Financeira na Secretaria de Política Econômica no Ministério da Fazenda entre 1995 e 1997, durante o governo Fernando Henrique, além de ser responsável pelo plano econômico do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, na campanha eleitoral de 2014.


“Isso com certeza vai garantir que as políticas sejam efetivadas com eficácia e, com isso, acalmar não só o mercado, mas a todos aqueles que querem investir no nosso país. A partir da formatação também da designação dos nomes que irão assumir as superintendências dos bancos, todo o mercado vai se acalmar para que haja essa retomada da credibilidade no Brasil”, completou o tucano.

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