Economia
Nossos desafios são conjunturais e também estruturais, afirma Naércio Menezes Júnior
21 de Setembro de 2017
Para economista, país só voltará a crescer se aprovar reformas e estabilizar a política, no curto prazo, e superar problemas como a estagnação da produtividade

A maior recessão econômica da história, que levou o desemprego a atingir 14 milhões de famílias, foi consequência de uma junção de dois fatores, na avaliação do economista Naércio Menezes Filho. Em entrevista ao ITV, o professor da FEA-USP e coordenador do Insper, especialista em mercado de trabalho, avalia que os erros de política econômica cometidos pelos governos do PT, somados ao impacto da Operação Lava Jato em setores como o petrolífero - cujo principal player é a Petrobras - e o da construção civil, provocaram a forte desaceleração da economia. Mas a crise também é resultado de problemas estruturais. "Desde 1980, o país não tem um crescimento sustentado de produtividade, que é o que levaria a uma maior renda per capita e desenvolvimento", afirma.

Para Naércio, a aprovação de reformas, sobretudo a da Previdência, e a estabilidade política são decisivas para a retomada do crescimento econômico e a queda do desemprego. "O empresário vai esperar o cenário político se delinear melhor e, se as propostas forem na continuação das reformas, de colocar o país em ordem, aí o empresário começa a contratar e a taxa de desemprego começa a cair mais fortemente", declara.

Do ponto de vista estrutural, o país tem que promover maior igualdade de oportunidades para a população e também para as empresas. "Basicamente, o Brasil é um país que as pessoas não são tratadas de maneira igual. Esse é nosso problema fundamental de longo prazo."

Assista aqui à entrevista

Comentários