Economia
Mansueto Almeida: ordem nas contas públicas não virá a curto prazo, mas governo precisa sinalizar como conseguirá o equilíbrio fiscal
29 de Abril de 2016
Há tempos as contas do governo federal não fecham. Os gastos com a máquina pública estão fora de controle. A dívida, idem. Somados, esses dois vetores de desequilíbrio produziram um buraco fiscal de R$ 600 bilhões em 2015, somadas aí as despesas com juros da dívida. 

Em entrevista ao Portal ITV, o economista do IPEA Mansueto Almeida foi taxativo: o governo não conseguirá colocar as contas em ordem a curto prazo, mas é fundamental adotar medidas que sinalizem estar no caminho desse equilíbrio, retomar a confiança do mercado, o que levará à redução dos juros.


Esse pacote, segundo Mansueto, inclui rever despesas obrigatórias, como os gastos com Previdência. "O Brasil está numa trajetória de gastos com aposentadorias e pensões que não tem nenhum paralelo no mundo. Entre 2040 e 2050, o Brasil deverá comprometer cerca de 20% do PIB com Previdência."


E conclui: "É possível, sim, fazer reforma da Previdência respeitando direitos".


Assista à entrevista.

 

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