Inclusão Social
29 anos: história do PSDB está integrada à trajetória da democracia brasileira
25 de Junho de 2017
"Longe das benesses oficiais, mas perto do pulsar das ruas, nasce o novo partido". Com essa frase de Franco Montoro, o Partido da Social Democracia Brasileira foi apresentado à população, em seu programa fundador. Criado em 25 de junho de 1988, o PSDB é o mais jovem dos grandes partidos brasileiros.
Ainda assim, em 29 anos de existência, participou ativamente dos mais importantes momentos da democracia brasileira, e foi responsável por algumas das maiores conquistas econômicas e sociais do país.

A história tucana começou durante os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte. Em defesa dos princípios democráticos e do desenvolvimento com justiça social, lideranças políticas como Montoro, Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso e José Serra se uniram em torno da necessidade de um sistema partidário pluralista mais sólido, passado o período da ditadura. Nascia assim o PSDB, com objetivos como o de defender a democracia, aprimorar o funcionamento das instituições, combater desigualdades e implementar políticas de melhoria dos serviços públicos básicos.

Pouco tempo após a sua fundação, o PSDB já participou de um dos mais importantes momentos da redemocratização brasileira: as primeiras eleições diretas do país, em 1989. O candidato tucano foi o senador paulista Mário Covas, que personificou as bandeiras de transparência e apoio às reformas adotadas pelo partido. Na época, Covas destacou que era "possível conciliar política e ética, política e honra, política e mudança". O tucano também defendia um "choque de capitalismo" para solucionar os problemas do país.

Mais tarde, em 1992, o PSDB se envolveu decisivamente na campanha pelo impeachment do então presidente da República, Fernando Collor de Mello, diante das vultuosas denúncias de corrupção que atingiram o seu governo. Após o afastamento de Collor, os tucanos trabalharam para garantir a governabilidade do novo presidente, Itamar Franco, com o então senador Fernando Henrique Cardoso assumindo o Ministério das Relações Exteriores. Naquele ano, a legenda também ampliou os seus quadros expressivamente, com um crescimento de 1500% nas eleições municipais.

Legado para o Brasil
A partir da presença do PSDB no governo federal, começou a se delinear o legado que o partido deixaria aos brasileiros. Já como ministro da Fazenda, em 1994, Fernando Henrique foi responsável pela única tentativa de estabilização da moeda que conseguiu conter a hiperinflação, que assolava o orçamento familiar dos brasileiros, de forma duradoura: o Plano Real. Mas do que um ‘pacote econômico' com resultados a curto prazo, as medidas colocadas previam corte de gastos públicos, recuperação de receitas, políticas de austeridade, e a implantação de uma nova moeda, o Real, que pôs fim à crise cambial.

A estabilidade da moeda reduziu a pobreza, resgatou a confiança dos brasileiros no futuro do país e permitiu a instituição de novas políticas sociais e econômicas. "Houve os descrentes", lembrou Fernando Henrique em 2014, quando o bem-sucedido plano completou 20 anos. "O ex-presidente Lula dizia que o Real não era um sonho, era um pesadelo. Se enganou. Se enganou tanto que depois se esforçou para manter a moeda estável", constatou o tucano.

O sucesso da política econômica levou Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República, que ocupou durante oito anos, de 1995 a 2002. Foi um período em que o país deu uma guinada. Na área econômica, os gastos públicos foram disciplinados com a sanção da Lei de Responsabilidade Fiscal, impedindo que estados, municípios e União gastassem mais do que os recursos permitiam. Parcerias com o setor privado também diminuíram os gastos da máquina pública e melhoraram a produtividade das empresas.

Já na área social, o governo consolidou a Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), implantou programas como o Bolsa Escola, o Bolsa Alimentação, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e o Vale-Gás, beneficiando mais de cinco milhões de famílias.

Perto do ‘pulsar das ruas'

As contribuições do PSDB para o Brasil não cessaram após a saída do partido do Palácio do Planalto. Como oposição, a legenda defendeu de forma ferrenha os valores da social democracia, maculados por sucessivos escândalos de corrupção durante as gestões dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, sendo os maiores deles o mensalão e o petrolão. Ao lado dos brasileiros que saíram às ruas contra a corrupção, a sigla reivindicou o impeachment da ex-presidente cassada Dilma Rousseff, uma vez que o crime de responsabilidade cometido pelo governo petista ficou comprovado pela Justiça.

Por compromisso com os brasileiros, o PSDB também tomou as rédeas de importantes reformas que não foram realizadas pelo PT, como a modernização da lei trabalhista, as reformas política e da Previdência. Segue mantendo os ideais de sua fundação, longe das benesses do poder e perto do pulsar das ruas.

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