Combate à corrupção
Não há solução para a crise sem a saída de Dilma, afirmam parlamentares tucanos
16 de Abril de 2016
Em depoimentos exclusivos ao Portal do ITV, deputados e senadores tucanos avaliaram o momento delicado por que passa o Brasil. Segundo os parlamentares, o país atravessa uma grave crise, que tem aspectos econômicos, políticos, sociais e morais. E não há solução, afirmam, sem o afastamento da presidente Dilma.

Na avaliação do senador José Serra (SP), o país vive um círculo vicioso, de incertezas com relação ao governo, o que afasta os investidores e aumenta o desemprego. "No plano político, temos um governo totalmente rejeitado. No plano social, um governo inerte em várias áreas. E além disso, há a crise moral", diz. "Mas o Brasil é maior que a crise. Vamos ressurgir em uma nova etapa, com democracia responsável e desenvolvimento", conclui.


Membro da Comissão que analisa o impeachment, a deputada Mariana Carvalho (RO) afirma que "golpe é deixar o país nas mãos do PT, que não luta pelos trabalhadores, que não luta pelos brasileiros". Segundo ela, o grande risco de o governo continuar é que, ao final dele, o país poderá "nem existir". "Golpe é saquear a população com tanta inflação, desemprego, com tanta corrupção", dispara.


Para o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), o processo de impeachment tem fundamento político e jurídico, pois Dilma cometeu crimes que atentam contra a Lei Fiscal e contra a probidade administrativa. "Já o julgamento político depende da movimentação da sociedade, e o PSDB está envolvido nessa questão, convencido de que é preciso remover o fator primordial da crise: Dilma e Lula", completa.


Segundo o deputado Daniel Coelho (PE), o PSDB está fechado a favor do impeachment. "O Brasil não aguenta mais. O desemprego aumentando em todos os lugares, a população extremamente preocupada, mas o governo não aponta soluções", disse. "O governo tenta calar o Parlamento, passando a ideia de que impeachment é golpe. Mas não é. É um dispositivo constitucional. O assunto será aqui deliberado como sempre foi", conclui.


Na avaliação do senador Ricardo Ferraço (ES), Dilma perdeu as condições de governabilidade e também a legitimidade. "A presidente cometeu uma sucessão de crimes contra a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal, além de ter mergulhado o Brasil numa imensa crise moral. Precisamos do impeachment o mais rápido possível", diz.


O senador Antonio Anastasia (MG) defende a participação dos cidadãos nesse processo, uma vez que a solução deverá ser, necessariamente, coletiva. "O Brasil vive hoje um momento muito grave, com uma crise econômica, social, política e ética de grandes proporções", avalia.


Para o senador Flexa Ribeiro (PA), golpe foi o que Dilma praticou durante a campanha de 2014, quando se reelegeu presidente. "Aquilo foi um estelionato eleitoral. Se a presidente tivesse algum respeito para com os brasileiros, ela própria renunciaria", diz.


"Dilma está como alma penada no Palácio do Planalto, sem comando e sem programa para governar", completa o deputado Nilson Leitão (MT). "A presidente está morrendo na mesma mediocridade em que nasceu. Um ato de grandeza seria renunciar", afirma.


Para Tasso Jereissati, o pior é o "espetáculo de fisiologismo" que a presidente está oferecendo ao país. "Isso desmoraliza mais ainda o seu governo", avalia. "O impeachment, previsto na Constituição, é uma situação de excepcionalidade que, infelizmente, estamos vivendo, por culpa do próprio governo", conclui.

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