Reforma Política
Esquerda deveria aceitar que se equivocou com o PT e parar de entrar em contradição, diz Ricardo Rangel
16 de Outubro de 2016
Posições ambíguas dos que originalmente defendem a ética , mas ignoram esquemas de corrupção do partido, e resistência a modernizar o país retratam o quanto o petismo se tornou sinônimo de anacronismo na política nacional

 

No discurso muitas vezes raso e mal intencionado das redes sociais, também há vozes que se destacam pela racionalidade, clareza e sensatez de seus argumentos e, com isso, se destacam no turbilhão de informações distorcidas ou de mentiras semeadas pelo radicalismo ideológico-partidário. Ricardo Rangel é dessas exceções. Filho de Flávio Rangel, um dos nomes mais importantes do teatro brasileiro, o empresário carioca é um ativo formador de opinião que se posicionou a favor do impeachment de Dilma Rousseff e dos que conseguem apontar as falhas e os anacronismos do discurso retrógrado da esquerda que dominou parte da classe artística e acadêmica.

A falácia do "golpe" disseminada pelos petistas foi a deixa para Rangel, sócio da Conspiração Filmes, começar a manifestar sua posição e escrever sobre política no Facebook. Tornou-se um assíduo ativista das redes sociais e um alento aos que ainda procuram racionalidade nos debates políticos.

Em entrevista ao Portal do ITV, Rangel trata do passadismo e das discussões estéreis da esquerda nesse momento de reconstrução do Brasil. "A esquerda é contra mexer na CLT, que é uma legislação de corte fascista de 1943, mas não é possível que nesse mundo de hoje aquele código do Getúlio ainda faça sentido. A esquera é contra mexer na Previdência, que é uma bomba atômica, e acha que a Petrobras tem que ter monopólio para tirar o petróleo do chão", aponta. Para ele, o verdadeiro caminho para a justiça social é incentivar a promoção de saúde, educação e saneamento básico, e isso só se consegue com um estado mais eficiente e menos inchado.

Vindo de uma família de intelectuais e artistas de esquerda e figura ativa no cinema nacional, Rangel enfrenta com coragem e inteligência o discurso raso do "nós contra eles" e rejeita a pecha de "golpista" que a tendência autoritária herdada do petismo insiste em disseminar, apesar de amplamente contestada pela sociedade brasileira, como mostraram os resultados das eleições deste ano. "Essa ideia de que se você discorda você é um canalha é o fim do mundo", sintetiza. Apesar das consequências ainda difíceis deixadas pela crise econômica provocada pelo PT, Rangel se mostra otimista sobre o Brasil. "Tendo a reforma política e a da previdência, flexibilizando a CLT e estabelecendo teto para as despesas, teremos coisa boa acontecendo."

Confira aqui a entrevista de Ricardo Rangel ao Portal do ITV.





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