Combate à corrupção
Comissão especial do Senado aprova impeachment de Dilma
06 de Maio de 2016

A Comissão Especial do Impeachment no Senado aprovou, na sexta-feira (6), o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) favorável ao afastamento da presidente Dilma Rousseff. O parecer do tucano recebeu 15 votos favoráveis e 5 contrários.


O próximo passo para Dilma deixar o governo será a votação do relatório no plenário da Casa, o que deve acontecer na próxima quarta-feira (11). Para que o impeachment seja aprovado, são necessários votos de 41 senadores, a maioria simples do total de 81 congressistas. Após a aprovação, Dilma será notificada e deve deixar o cargo de imediato. Nos 180 dias em que ficará afastada do Palácio do Planalto, o Senado vai se dedicar ao julgamento em definitivo do afastamento de Dilma, analisando o mérito das denúncias que pesam sobre a petista.


Os plenário deve replicar a decisão da comissão, já que mais de 50 senadores se declararam publicamente favoráveis ao impeachment. Pelas regras do Senado Federal, a votação no plenário só pode ocorrer na semana que vem devido ao prazo necessário de 48 horas de intervalo entre a aprovação na comissão e a análise de toda a Casa Legislativa.


Durante a votação na comissão, o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB) lembrou que o Senado comemora 190 anos e que Casa “não faltará ao povo brasileiro”.


“O processo de impeachment é traumático, doloroso e complexo. Os doutrinadores assim afirmam, e todo esse processo vivido até aqui não foge à regra. É com extrema responsabilidade e elevada honra na condição de líder do PSDB que encaminharemos pela aprovação do relatório do senador Anastasia”, disse.


“A partir de agora viveremos uma nova etapa. A presidente da República será afastada de suas funções temporariamente para que possamos julgar o mérito com a mesma serenidade e com o mesmo compromisso com o Brasil. O nosso povo estará nas ruas, não estará recolhido em suas casas e panelas ariadas estarão prontas para manter a vigilância sob os nosso mandatos e sobre as decisões que aqui estaremos tomando”, acrescentou o líder sobre os próximos passos da política brasileira.


Dilma é acusada de ter cometido crime de responsabilidade e de improbidade administrativa, as chamadas “pedaladas fiscais”, e também por ter aumentado gastos que não estavam no Orçamento, sem autorização do Congresso, quando já sabia que o governo terminaria o ano de 2014 com déficit.

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