Ciência e Inovação
Líderes do PSDB defendem políticas públicas para fortalecer indústria criativa
14 de Julho de 2016
O presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), senador José Aníbal, abriu na manhã desta sexta-feira (08/07), em São Paulo, o seminário "Repensando as cidades: Economia criativa como estratégia de crescimento". Ele considerou o evento como "uma das mais importantes iniciativas do ITV".

Economia criativa é um dos setores da economia que cresce de forma mais rápida no mundo. Segundo a ONU, o comércio de bens e serviços criativos permaneceu robusto, apesar do declínio do comércio global após a crise financeira mundial, refletindo o potencial da economia criativa para impulsionar o crescimento econômico, particularmente nos países em desenvolvimento. O comércio mundial de bens e serviços criativos se duplicou entre 2002 e 2011. Ao mesmo tempo, a criatividade e a cultura possuem também um valor não monetário significativo que contribui para o desenvolvimento social inclusivo, o diálogo e o entendimento entre os povos.

Para o presidente do ITV, economia criativa, grosso modo, é investir em uma ideia que pode se transformar em um negócio. "Maquiavel explica de maneira genial. Há séculos ele aconselhou o príncipe a agregar conhecimento, a buscar o saber a serviço do fazer. Para mim, o grande desafio da humanidade é acentuar isso. O DNA de São Paulo tem um pouco disso, não à toa o estado fez a primeira universidade do Brasil, a USP", sintetizou o senador.

No Brasil, as potencialidades para expansão da participação da economia criativa no PIB nacional ainda não foram desenvolvidas de maneira satisfatória. Apesar disso, a modalidade representa 2% do nosso PIB. Na Inglaterra, essa participação é de 8.2%, e em Berlim, 20%.

"Não temos um sistema estruturado de informações para ofertar saídas e soluções para os gargalos das empresas e o consequente crescimento dos negócios criativos. É preciso dar cada vez mais importância à inovação e à tecnologia no Brasil. Os tempos são outros. Hoje, setores que envolvem a criatividade e a inovação, como startups, crescem o dobro da média do crescimento da economia. São Paulo, com 350 mil trabalhadores nessas áreas, e o Rio de Janeiro, com 107 mil, são os estados que mais se destacam em nosso país", encerrou José Aníbal.

Brasil precisa avançar
O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, defendeu políticas públicas voltadas para alavancar o setor da chamada economia criativa, que abrange profissionais das áreas de tecnologia e inovação, cultura, mídias, turismo e moda. O setor responde hoje por 2,7% do PIB brasileiro.
Na abertura do seminário "Repensando as cidades - Economia criativa como estratégia de crescimento", organizado pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), em São Paulo, Aécio ressaltou que são empresas e profissionais essenciais para ampliar a geração de renda e emprego no Brasil e que empreendem hoje sem o necessário apoio governamental.

"A economia criativa já é responsável, no Brasil, - e trouxemos esse tema já na campanha eleitoral - por algo em torno de 3% do PIB. Gera em torno de 900 mil a um milhão de empregos diretos, sem que haja hoje ainda políticas públicas sólidas que estimulem o setor nas suas mais variadas manifestações e vertentes", ressaltou o senador Aécio Neves.

O seminário reuniu profissionais, empreendedores, especialistas do setor e gestores municipais. Participaram da abertura o governador Geraldo Alckmin; o presidente do ITV, senador José Aníbal, o líder tucano na Câmara dos Deputados, deputado Antonio Imbassahy, e outras lideranças.
Em sua participação, Aécio Neves afirmou que é preciso ampliar o acesso dos profissionais do setor a linhas de financiamento, desburocratizar a legislação tributária e a inclusão da economia criativa no currículo escolar para mostrar aos jovens que a atividade é um importante instrumento de desenvolvimento econômico.

PSDB na vanguarda
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, destacou o papel do PSDB como partido de vanguarda e de inovação, um partido que sempre está à frente do debate sobre boas propostas para o país. "E agora temos essa importante contribuição do ITV numa das questões mais relevantes do ponto de vista social e econômico, porque estamos falando de geração de empregos", disse. "Em algumas cidades não há crise, porque são pólos de música, cinema, atividades de publicidade. É impressionante como a economia criativa consegue superar as adversidades", completou.

Alckmin falou ainda sobre duas experiências de sucesso em São Paulo: a criação da UNIVESP (Universidade Virtual do Estado de São Paulo) e os cursos técnicos que estão sendo implementados pelo Instituto Paula Souza. "Hoje, o ensino superior chega aos 645 municípios paulistas, com cursos de licenciatura e engenharia. No Paula Souto, são cursos voltados exatamente para a economia criativa, na área de tecnologia, vitrinistas, grafiteiros, entre outros".

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