Centenário Teotônio Vilela
Lideranças do PSDB destacam papel de Teotônio Vilela como fonte de experiência e inspiração
29 de Maio de 2017
"A democracia para o PSDB é muito mais que uma palavra vaga ou uma formalidade. Ela é um valor fundamental", anuncia o programa fundador do PSDB. Criado em 1988, momento em que a abertura política já possibilitava a emergência de novas siglas, o PSDB estabeleceu como seu primeiro objetivo "a efetiva realização da democracia como único regime que garante a dignidade humana", apresentado no texto de lançamento do partido. O compromisso essencial com a liberdade e a defesa da democracia implicam valores que sempre orientaram os princípios e as ações governamentais do Partido da Social Democracia Brasileira.

Por essa razão, muitos anos depois, em 1995, quando lideranças tucanas resolveram inaugurar o instituto de estudos e formulação política do PSDB, o nome escolhido como patrono da iniciativa foi o de Teotônio Vilela, que havia morrido em1983, cinco anos antes da fundação do partido. Político brasileiro, senador por Alagoas, Teotônio Vilela foi, nas palavras do presidente nacional do ITV, José Aníbal, "o apóstolo da redemocratização do Brasil, que lutou com ardor pela liberdade e retomada da democracia".


Teotônio Vilela foi também exemplo inspirador para a geração de políticos que viria, mais adiante, fundar o PSDB. "Ele simbolizou, nesse grupo de resistência contra a ditadura militar e na defesa pela democracia, um espírito romântico, que fez com que muitos jovens nele se inspirassem na vida pública", lembra Tasso Jereissati.


"Política é esperança. É nos momentos mais difíceis da vida brasileira, que temos que reafirmar isso. E um outro jeito de dizer esperança é dizer Teotônio Vilela", compara Geraldo Alckmin. A trajetória e o ardor do político que pregou pela abertura democrática, sem retrocessos, são lembradas pelo governador de São Paulo, que cita também Ulysses Guimarães para homenagear o menestrel. "Ulysses dizia que só Teotônio era seu concorrente em quilometragem de Brasil e que tinha, como ele, a geografia humana do país guardada na retina". Para Alckmin, a coragem de Teotônio foi sempre inspiração para o PSDB, que jamais faltará com o Brasil. "Vamos viver em nós o fervor de Teotônio Vilela por um Brasil melhor, mais justo, mais esperançoso", conclui.


Entre as principais lideranças do PSDB, José Serra, assim como o presidente de honra do partido Fernando Henrique Cardoso, teve uma relação de admiração e grande proximidade com Teotônio Vilela. O "Menestrel das Alagoas" foi uma espécie de mentor político do senador. Com ele, tinha longas conversas sobre sua trajetória e o futuro da nação em um hotel no centro de São Paulo, onde sempre se encontravam. Além disso, Serra participou do grupo que elaborou o "Projeto Brasil", programa de governo da oposição ao regime militar, escrito e lançado por Teotônio Vilela e Raphael de Almeida Magalhães, com a contribuição de economistas e políticos. "Foi uma experiência extraordinária. Eu me diplomei em política a partir desse encaminhando, dessa discussão e debate com os dois", recorda Serra.


"Ao homenagear Teotônio Vilela, o PSDB está homenageando a própria democracia. E naquilo que ela tem de mais valioso, que foi a sua conquista", declara o senador Aécio Neves. Neto de Tancredo Neves, grande parceiro de Teotônio na época da transição democrática, Aécio considera o "menestrel" como um dos símbolos mais vibrantes na busca por um Brasil melhor. "A geração de Teotônio e de meu avô nos legou a democracia. Cabe a nossa geração transformá-la em instrumento de melhores condições de vida", conclui.

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